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Vice rechaça sanção dos EUA e segue no governo da Venezuela

O vice-presidente da Venezuela, Tareck El Aissami, qualificou nesta terça-feira como uma "agressão imperialista" a sanção imposta contra ele pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. O número 2 do governo de Nicolás Maduro afirmou que continuará a trabalhar no governo para a recuperação da economia.

Com El Aissami já são nove figuras governistas venezuelanas, entre altos funcionários, governadores, congressistas e militares da reserva, os alvos de sanções dos EUA nos últimos nove anos por suposto vínculo com o narcotráfico. "A verdade é invencível e veremos como se desvanecerá esta infame agressão", afirmou El Aissami em sua conta no Twitter. Na segunda-feira, autoridades americanas anularam seu visto, confiscaram suas propriedades nos EUA e proibiram que ele realize transações financeiras e comerciais com instituições do país.

A ministra das Relações Exteriores venezuelana, Delcy Rodríguez, rechaçou em nome do governo a sanção e disse que essas ações representam uma "grotesca mentira" contra uma autoridade "decente e honesta". Em comunicado, a ministra afirmou que as sanções contra o vice-presidente carecem da "mais mínima legalidade internacional" e buscam atentar contra uma figura do governo venezuelano.

Visto como uma das figuras mais radicais do governo, El Aissami assumiu a vice-presidência no início do mês passado, após governar durante quatro anos o Estado de Aragua, no centro do país. No fim do mês passado, Maduro delegou ao vice várias de suas atribuições para agilizar o manejo de órgãos públicos e os orçamentos dos ministérios.

O Tesouro dos EUA acusou El Aissami, de 42 anos, de facilitar o envio de drogas a partir da Venezuela por meio do controle dos aviões e das rotas aéreas. Algumas das rotas que levariam drogas tinham como destino o México e os EUA. Fonte: Associated Press.