Professores da rede municipal de Curitiba entram em greve nesta terça-feira (8)

Professores da rede municipal de Curitiba entrarão em greve nesta terça-feira (8), em mobilização do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac). A expectativa do sindicato é que pelo menos 80% das escolas participem da greve.

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Foto: Divulgação/Sismmac

A greve é realizada pelos professores das escolas municipais. Os Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) não serão afetados.

Procurada pelo Massa News, a prefeitura não informou como ficarão as aulas dos alunos com a greve.

A mobilização dos professores vai começar nesta terça (8) na Praça 19 de Dezembro, às 9h. Após concentração, a categoria vai se reunir em frente à sede da Prefeitura de Curitiba.

Sindicato discorda de novo plano de carreira proposto pela prefeitura

O principal motivo para a paralisação é discordâncias com o plano de carreira apresentado pela Prefeitura de Curitiba. A categoria alega que o novo plano não permite que todos os professores possam ter crescimento na carreira.

Em 2017, o plano de carreira de servidores municipais foi suspenso até 30 de agosto de 2023, por falta de recursos, segundo a prefeitura. Quase seis anos depois, um novo projeto está tramitando na Câmara de Vereadores.

De acordo a professora Diana Abreu, presidente do Sismmac, esta nova proposta da prefeitura limita o número de professores que podem ter plano de carreira.

No caso do plano de carreira horizontal, relativo à formação continuada dos profissionais, 20% dos professores teriam direito ao plano a cada dois anos, nos anos pares. Ou seja, 80% ficariam de fora, segundo Diana.

No caso do plano vertical, que diz respeito ao crescimento profissional com base na qualificação, 5% dos professores seriam enquadrados a cada dois anos, nos anos ímpares, e 95% ficariam de fora.

A proposta do sindicato é que todos os professores enquadrado nos critérios possam ter crescimento profissional, sem limitações.

“Hoje a gente tem, por conta do congelamento em 2017, 3 mil professoras que nunca avançaram na carreira, que estão na condição inicial. E para enquadrar só essas professoras com o número de vagas que a prefeitura quer colocar, são necessários mais 12 anos. Mas as professoras já estão há dez anos sem nenhum tipo de crescimento”, explica Diana Abreu.

Outras reivindicações da greve dos professores em Curitiba

O sindicato também pede que a categoria tenha compensação pelos anos congelados, em que os professores não receberam ajustes nos salários de acordo com o plano de carreira.

Outra reinvindicação é que a prefeitura retire do novo plano um critério de que professores que se afastarem por motivos de saúde por mais de 30 dias não poderão entrar na “disputa” pelo avanço na carreira.

A categoria também alega que, devido à ‘falta de atratividade na profissão’, há falta de professores, pedagogos, inspetores e outros funcionários nas escolas.

  • Leia também:

Posicionamento da Prefeitura de Curitiba sobre a greve dos professores

Em nota, a Prefeitura de Curitiba afirmou que foram realizadas reuniões com o sindicato antes da proposta ser enviada à Câmara Municipal. A administração municipal não informou se os alunos terão aulas ou se poderão ser dispensados durante a greve.

Veja:

A Prefeitura de Curitiba informa que antes de enviar os seis projetos de lei do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração à Câmara Municipal de Curitiba foram realizadas reuniões com representantes dos sindicatos dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc), dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) e dos Servidores da Guarda Municipal (Sigmuc).

A partir desses encontros foram definidos ajustes nos projetos que foram encaminhados ao Legislativo. As alterações levaram em conta o zelo necessário do ponto de vista econômico e financeiro do Município.

Durante o trâmite do processo legislativo na Câmara, novas sugestões poderão ser incorporadas aos projetos de lei. Os procedimentos de carreira dos servidores municipais de todas as carreiras estão suspensos até 30 de agosto de 2023. A suspensão foi feita em 2017 pela primeira vez quando não havia recursos suficientes para o pagamento dos avanços nas carreiras dos servidores municipais. A partir do ano seguinte, foram iniciados estudos da legislação vigente.

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