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Adolescente vai até apartamento buscar celular e é abusado sexualmente; pais flagraram o crime

(Foto: Colaboração/Rede Massa) - Adolescente vai até apartamento buscar celular e é abusado sexualmente
(Foto: Colaboração/Rede Massa)

Um adolescente, supostamente seduzido pela promessa de ganhar um celular, foi até um apartamento no bairro Santa Cândida, em Curitiba, e afirmou ter sido abusado sexualmente por um jovem na madrugada da última sexta-feira (5). Ao notar o sumiço da vítima, os familiares descobriram o endereço do rapaz, flagraram o abuso e acionaram a Polícia Militar (PM), que prendeu o acusado em flagrante.

A mãe do adolescente, de apenas 12 anos, denunciou o caso à Rede Massa e explicou que o filho saiu da casa no meio da noite, entrando escondido em um carro de aplicativo. O menor seguiu, então, até o apartamento do jovem, de 21 anos, que atua como pastor em Curitiba, para buscar um celular que supostamente teria ganho. Ao ouvir o barulho da porta, a mãe e o padrasto do adolescente logo decidiram checar as câmeras de segurança, onde flagraram o momento em que o filho entrou no veículo. “Nisso, eu liguei para a minha mãe e falei: ‘mãe, o João Vitor sumiu’. E ela falou: ‘filha, tem uma mensagem aqui, do dia 30 de setembro, relatando que ele tem um amiguinho dele, que convidou ele para ir na casa’, e nisso eu vi a mensagem, eu vi o endereço. Eu chame ia polícia”, relatou a mãe da vítima.

Ao chegar no endereço indicado, o casal notou que a luz de um dos apartamentos estava acesa, e começaram a bater na porta de todos os moradores para encontrar a vítima. “Chegando lá na porta do condomínio não tinha ninguém, tudo apagado, só tinha apenas uma luz acesa. Foi aonde a gente bateu o olho, eu olhei e falei: ‘meu filho está aqui dentro’”, afirmou a mulher. O síndico do condomínio, que estava no local no momento em que o casal chegou, contou que o padrasto do adolescente logo encontrou o suspeito. “Correu lá, entrou no bloco um, começou a bater em tudo quanto é apartamento lá no... mas já no segundo, terceiro que ele bateu, o rapaz apareceu lá na porta de ‘kimono’, ele já deduziu, né?”.

Quando entraram no local, os familiares encontraram o jovem com um roupão e o menino seminu, logo após o abuso sexual. “E ele já tinha transado com meu filho, e o meu filho estava em choque, assustado, tipo ‘minha mãe está aqui’. Ele todo machucado. A gente bateu muito nele [suspeito], muito mesmo”, relembra a mãe. A mulher afirmou, ainda, que o adolescente teria sido enganado pela promessa de ganhar um celular. “Entrou no Instagram, achou meu filho bonito, se passou por uma menina de 13 anos e falou que ele tinha ganhado o sorteio de um iPhone 6. Ele tem só 12 anos. Eles conseguem entrar na mente da criança, eles conseguem deslumbrar a mente dessas crianças ao ponto delas conseguirem forjar uma situação para os pais”.

A PM foi acionada e o acusado, que é natural do Maranhão e mora em Curitiba há cerca de um ano, foi preso em flagrante. Vizinhos relataram, ainda, que este não seria o primeiro caso de estupro cometido pelo suposto pastor. “Já teve choro de criança, não aquele escândalo, mas um choro. E a gente sabe identificar que é um choro estranho. E já teve outra criança nesse apartamento”, disse uma testemunha que não quis ser identificada.

Porém, a escuta especializada feita pela vítima aos psicólogos do Nucria, indicaram outra história. No depoimento, o adolescente afirmou que conheceu o acusado por um aplicativo de relacionamento, onde teria entrado por curiosidade, e que manteve relação sexual com o jovem em três encontros diferentes. No último encontro, que foi flagrado pelos pais, a vítima afirmou ter ido ao local pois ganharia um celular do acusado, que o ameaçou com uma faca. “Disse que teria sido ameaçado com uma faca para manter relacionamento íntimo com o indivíduo. O tablet do menino está apreendido, assim como o aparelho celular. O preservativo que o menino falou que foi utilizado estava no banheiro, então os policiais também localizaram, junto com a faca”, informou a delegada do Nucria, Mônica Meister. “O indivíduo que estiver se relacionando com menor de 14 anos está praticando um crime de estupro de vulnerável. Até 14 anos não pode namorar, não pode beijar na boca, não pode nada. E esse menino, no caso, é bastante inocente”.

O homem, que permanece preso preventivamente, deve responder por pedofilia e estupro de vulnerável.

 Colaboração Simone Munhoz/Lucas Rocha/Rede Massa