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Advogado de casa noturna vê ação profissional em duplo homicídio

Para o advogado Luiz Carlos Simionato, que representa a casa noturna palco de um duplo homicídio na noite de 30 de dezembro, a ação criminosa foi orquestrada por pessoas que entendiam de armas e sabiam como operar a pistola e a espingarda usadas no crime. A ação foi registrada pelas câmeras de segurança do estabelecimento, que mostram duas pessoas encapuzadas desembarcando de um veículo e atirando mais de 20 vezes contra um grupo de pessoas – duas morreram e outras três ficaram feridas.

“Esse tipo de profissionalismo exige um poder aquisitivo alto, o carro que eles utilizaram foi roubado dez ou 15 dias antes, a pistola é de calibre 380, a escopeta é cromada, são armas de quem sabe lidar com arma, não é ocasional”, garante o advogado. Para ele, a maneira como o crime foi praticado leva a crer que o alvo dos assassinos não era nenhum dos seguranças, mas sim o proprietário do local.

“Ao contrário de donos de boates e clubes, ele [o proprietário]se vestia como os seguranças, então a pessoa que fez esse atentado ela tinha essa informação”, explica Simionato. “Foi questão de segundos que ele não foi alvejado também, porque ele deixou o carro no estacionamento, chegou e quando ele pôs o primeiro pé no estabelecimento, já ouviu os tiros e saiu tentando buscar ajuda”, completa.

O advogado acredita que o crime foi motivado por causa das brigas que aconteceram na casa noturna nos dias 4 e 10 de dezembro. “Quem fez os disparos não é a pessoa [que se envolveu na briga], foi alguém contratado. Os dois [que atiraram] e o motorista não são as pessoas que foram ofendidas eventualmente, e sim contratadas”, conclui.

Desde o dia 30 de dezembro, a boate está fechada, mas será reaberta nas próximas semanas depois que o sistema de segurança for reforçado. Enquanto isso, a Polícia Civil segue investigando o crime e não divulga detalhes sobre suspeitos para não prejudicar o trabalho.

Na noite do crime, dois homens desceram de uma Renault Duster roubada e atiraram mais de 20 vezes contra um grupo de pessoas que estavam na frente da casa noturna. Alberto Leandro Couto Neto e Rafael Matos Beraldi morreram ainda no local do crime. Ficaram feridos Letícia Badluk, 24 anos, João Édipo, 24 anos, e Tiago de Jesus, 29 anos, que é agente penitenciário na Cadeia Pública Hildebrando de Souza. Eles seguem internados em hospitais da cidade.

Colaboração Marrara Laurindo / Rede Massa.