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Arroio Dourado: audiência discute realocação de moradores

(Foto: Prefeitura de Foz) - Arroio Dourado: audiência discute realocação de moradores
(Foto: Prefeitura de Foz)

A Prefeitura de Foz do Iguaçu realiza na manhã desta quarta-feira (24) uma audiência pública para debater com a população o projeto de realocação dos moradores da região do Arroio Dourado. O antigo lixão desativado foi invadido na década de 1990 por famílias desabrigadas.  

A mudança foi determinada pela Justiça em resposta a uma ação do Ministério Público, que considera o local como área de risco. Além disso, a prefeitura foi responsabilizada a construir moradias em outro local para realocar as famílias.  

Após a audiência, um projeto deve ser votado na Câmara de Vereadores para liberar uma área próxima ao Museu de Cera onde, futuramente, deve ser implantado o novo loteamento popular. 

Na justiça 

Dois processos judiciais já foram movidos desde a época da ocupação do Arroio, contra a própria prefeitura. Em um deles, movido em 1999, o então prefeito Harry Daijó assinou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para remover as famílias. Na época, o termo não foi cumprido e o município foi multado em R$ 2 milhões. A multa não foi paga, a prefeitura recorreu e o mérito está sendo analisado pelo Tribunal de Justiça desde então. Com isso, o pagamento foi suspenso.  

Agora, com o descumprimento, o atual prefeito, Chico Brasileiro, pode responder judicialmente por omissão. 

O que dizem os moradores 

As famílias que moram no Arroio Dourado querem permanecer no local. De acordo com o vendedor Nelci da Rosa, que mora na região, a presença das famílias na área invadida levou produtividade às terras. "Há 26 anos não tinha um pé de mato. Era tudo seco, não nascia nada. Hoje não tem uma plantação morta. Isso quer dizer que não tem mais problema e nós também moramos fora do antigo lixão", afirma. 

Outras famílias alegam questão de sobrevivência. O chacreiro Gelsir Ferrari diz que ele e a esposa vivem da chácara em que moram, na região do Arroio. "Se nos mudarmos, do que vamos viver?", questiona. 

Apesar da marcação da audiência pública, o representante dos moradores, Marcírio de Oliveira Martins, pede que o Ministério Público fale com os moradores apenas após fazer pesquisas. "Quero que me provem que aqui é uma área de risco, porque até agora levaram informação distorcida de um laudo de uma empresa de Cascavel. Queremos um novo estudo", diz Martins. 

Ele ainda conta que as famílias moram ao lado de onde era o antigo lixão, mas que a própria área, que foi desativada há anos, não tem mais risco de contaminação. "Mesmo onde ficava o antigo lixão, agora tem pastagem", aponta. 

A audiência pública está marcada para começar às 9h de quarta-feira. 

Colaboração Bruno Previdi e Câmara de Foz do Iguaçu

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