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Beto Richa preso: Gaeco explica que operações ocorreram juntas por 'coincidência'

(Foto: Reprodução / Facebook) - Richa preso: 'operações aconteceram juntas por coincidência'
(Foto: Reprodução / Facebook)

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná, explicou que o ex-governador do Paraná, Beto Richa, preso em Curitiba nesta manhã (11), é investigado pela suspeita de fraude no Programa Patrulha do Campo, existente em seu governo. O programa, basicamente, locava máquinas para a recuperação e manutenção de estradas rurais.

Conforme o Gaeco, "a Operação Rádio Patrulha apura o suposto direcionamento de licitação para beneficiar empresários e o pagamento de propina a agente públicos, além de lavagem e dinheiro relacionada ao Programa. Ainda segundo o Gaeco, os crimes teriam ocorrido entre 2012 e 2014".

A ação foi desencadeada para cumprir 15 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão nas cidades de Curitiba, Londrina, Santo Antônio do Sudoeste e Nova Prata do Iguaçu.

Além de Beto Richa, foram presos José Richa, o Pepe, irmão do ex-governador; Fernanda Richa, esposa de Beto, e também o ex-chefe de gabinete do mandato, Deonilson Roldo; Ezequias Moreira e alguns empresários.

As prisões são temporárias e foram expedidas pelo juízo da 13ª Vara Criminal, tem duração de cinco dias. Os mandados foram cumpridos em casas, empresas, o escritório político e a Departamento de Estradas e Rodagens do Paraná.

Relação com a Lava Jato

A ação do Gaeco foi desencadeada simultaneamente com a 53ª Fase da Lava Jato, a Operação Piloto, que apura irregularidades na licitação de duplicação da PR-323.  O fato gerou desinformação, uma vez que a prisão de Richa chegou a ser entendida como pela Lava Jato. De acordo com o procurador Leonir Batisti, do Gaeco, no entanto, "ocorreu uma grande coincidência. "Ninguém vai acreditar, mas foi apenas uma coincidência, uma ação não tem relação com a outra".

Colaboração MPPR