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Casal que manteve mulher como escrava é solto após pagar fiança

(Foto: ilustrativa) - Casal que manteve mulher como escrava é solto após pagar fiança
(Foto: ilustrativa)

O casal preso em flagrante por manter uma mulher como escrava foi liberado após, cada um, pagar R$ 9.300 em fiança. A medida foi estipulada pela Justiça Federal. O caso aconteceu em Ipiranga. Eles foram presos na quinta feira (6) e ficaram um dia na Delegacia de Ipiranga. 

A vítima trabalhava com o casal como empregada doméstica há 17 anos. Ela contou à polícia que os dois primeiros anos de trabalho foram tranquilos, ela recebia salários e morava na casa dos patrões. Depois desse período a mulher nunca mais recebeu pagamentos, era ameaçada constantemente, não podia sair desacompanhada e os documentos de identificação dela ficavam em posse chefes. Além disso, ela começou a ser agredida, e era proibida de manter contato com os familiares.

De acordo com Guilherme Luiz Dias, delegado de Ipiranga, responsável pelas investigações, em 2011 os patrões fizeram uma espécie de acordo com a vítima. Ela passou a trabalhar como manicure em um salão de beleza anexo à casa da família, em troca, recebia pouco e esporadicamente. Algum tempo depois, a mulher passou a ser submetida as mesmas condições de antes.

Foram os clientes que procuraram a polícia. “Recebemos denúncias de pessoas que iam até o salão e que começaram a reparar que a mulher tinha vários hematomas pelo corpo e estava sempre abatida. Nós então começamos a apurar o caso e chegando no local a vítima nos contou que não recebia pelo trabalho doméstico, dormia em uma espécie de depósito, em um sofá. Ao ser questionado o patrão confessou que há muitos anos a mulher não recebia e estava ali em troca de moradia”, contou Guilherme.

O casal de patrões, a mulher com 60 anos e o homem com 55 anos, responderão pelos crimes de condição análoga a de escravo e por violência doméstica. "Pela jornada exaustiva, por não receber pelo trabalho, por dormir em local inapropriado e por violência doméstica, ela era agredida constantemente por qualquer motivo ", explica o delegado. A pena para os crimes pode variar de três meses a três anos de prisão.

Nesta sexta-feira (07), os suspeitos aguardam audiência de custódia com o juiz, na carceragem da Polícia Civil de Ponta Grossa, também nos Campos Gerais. A audiência de custódia está marcada para a partir das 16h; como cabe fiança, o juiz deve decidir se autoriza ou não o pagamento.

A  vítima está com a família.

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