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Caso Andrielly: Diogo comparece à audiência e se revolta com mãe da jovem morta

(Foto: Rede Massa)  - Diogo comparece à audiência e se revolta com mãe da jovem morta
(Foto: Rede Massa)

O policial militar Diogo Coelho Costa, suspeito de assassinar a ex-mulher, Andrielly Gonçalves, de 22 anos, esteve presente na segunda audiência sobre o caso, realizada na tarde desta quarta-feira (3), em Colombo. Foram ouvidas testemunhas de acusação, o delegado e policiais civis responsáveis pela investigação.

De acordo com o advogado da família de Andrielly, Herbert Rehbein, Diogo se revoltou ao ver a mãe da vítima, Cleuza Gonçalves, e disse que não esperava isso dela, que ela o acusasse. Rehbein definiu a ação como uma reação estranha, que foi contida pela defesa de Diogo. “A dona Cleuza está destruída, meio deprimida, a emoção mexe com ela, mas ela está sendo corajosa”, relatou o advogado. Apesar do clima tenso, Rehbein afirmou que a audiência de hoje foi satisfatória.

O advogado do policial militar, Luiz Roberto Falcão, afirmou que o Diogo, que está preso no Complexo Médico Penal (CMP), não esteve na primeira audiência, realizada no dia 27 de setembro, por conta de um imprevisto no ofício. “O que está nos autos está levando à inocência do Diogo. Não tem provas nos autos, isso eu posso falar para você. Foi comprovado que ela [Andrielly] tinha problema de saúde, aquele vestígio de sangue era do problema de saúde que ela tinha”, afirmou o advogado, se referindo à endometriose que a estudante tinha. Quando questionado sobre a presença de sangue no porta-malas de Diogo, Falcão se limitou a dizer que a informação não está presente nos autos.

A defesa de Diogo reafirmou que a jovem estaria indo para São Paulo e, por este motivo, Diogo teria lhe dado uma “carona” em seu carro até um suposto local, que não foi confirmado por Falcão. “Foi colhido depoimento da vizinha, que é a proprietária da câmera [que registrou Andrielly entrando no carro de Diogo]. Ela falou que não teve uma coação de qualquer pessoa para não fornecer as imagens. Essas imagens relatam que ele saiu com Andrielly, com a bolsa de Andrielly, pois ela iria viajar. A mãe também relacionou que estava faltando uma bolsa no apartamento, que foi identificada na imagem. Os policiais exerceram a atividade deles, de averiguar o crime, e solicitaram as imagens, não forçaram”, relatou.

O advogado disse, ainda, que a mãe da jovem, Cleuza Gonçalves, teria relacionado o caso da família com a morte de Renata Larissa, também de 22 anos – o que foi negado pela mulher. “Este dia está sendo difícil para mim, pois depois de cinco meses eu tornei a ver o Diogo, e quando o vi eu comecei a chorar muito. Não digo por causa dele, mas sim pelas lembranças... veio tudo na minha cabeça de novo”, desabafou a mãe da vítima.

Cleuza confirmou, novamente, que o policial teria lhe garantido que o corpo da filha seria encontrado na Estrada da Graciosa, informação negada por sua defesa. “Disse que eu ia encontrar minha filha na Estrada da Graciosa, mas não disse o local. Disse ‘a senhora vai encontrar, mas não com esse rosto e sorriso lindo’”, relembrou. Em relação ao problema de saúde da jovem, que seria responsável pelas marcas de sangue encontradas no veículo, Cleuza lembrou que a filha estava fazendo tratamento. “Até digo que a Andrielly tinha endometriose, mas não a ponto de sujar banco traseiro, banco da frente, porta-malas. Sabe... pode ter, mas não a ponto disso, e ela estava fazendo tratamento também”.

A viagem para São Paulo também foi negada pela mulher, que explicou que a filha havia voltado da cidade há pouco tempo, depois de passar férias na casa do pai e da tia. “Ela teria comunicado a mim, jamais faria sem falar isso para mim. Tudo que ela ia fazer sempre me dizia. Ela tinha acabado de chegar [de São Paulo], não tinha motivo para ir de novo”, disse.

Andamento do caso

Conforme informações do advogado da família de Andrielly, outras duas audiências ainda serão realizadas até o encerramento da instrução do processo, nos dias 10 e 25 de outubro.

No dia 10, a defesa irá apresentar suas testemunhas para serem ouvidas, provavelmente 19 pessoas, entre elas policiais que tinham contato com Diogo e amigas de Andrielly, que trabalhavam com ela. Rehbein acredita que se trata de uma estratégia da defesa, tendo em vista que as mulheres não conheciam Diogo. Algumas delas relataram estar com medo. Neste dia, a audiência terá início às 14h30 e deve ir até 19h.

No último dia de audiência, no dia 25 deste mês, serão ouvidos uma pessoa que tinha contato com a vítima, o perito do Instituto Médico Legal (IML) e o réu, Diogo. Depois disso, os autos vão para o Ministério Público, voltam para os advogados para as alegações finais. O caso ainda deve ir para o Tribunal do Júri.

Colaboração Ricardo Pereira/ Rede Massa