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Caso Pablo: amigos revelam detalhes da noite do crime

(Foto: Reprodução/Redes Sociais) - Caso Pablo: amigos revelam detalhes da noite do crime
(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Amigos que estavam na companhia de Pablo Renan dos Anjos, de 16 anos, na madrugada em que o jovem foi assassinado brutalmente, afirmam que não houve brigas ou confusões envolvendo o grupo. O garoto foi encontrado na saída da balada Sistema X, em Curitiba, com o rosto deformado após ser agredido com uma pedra.

“Estava desacordado, banhado em sangue, com a face totalmente destruída", relatou o soldado Hamilton, do Corpo de Bombeiros, na manhã de domingo (12), horas depois do crime.

Os dois amigos que acompanhavam o adolescente naquela madrugada não sabem dizer o que aconteceu. Eles conversaram com exclusividade com a Rede Massa.

O grupo saiu de Balsa Nova, na região metropolitana, por volta das 19h. Antes de chegarem à casa noturna, fizeram uma parada em Campo Largo, onde beberam cerveja num 'esquenta'. De ônibus, eles chegaram até a Sistema X às 22h, uma hora antes de a casa abrir as portas.

Balada sem RG

Pablo Renan dos Anjos entrou na balada sem ser questionado e ingeriu bebidas alcoólicas, se aproveitando de uma hora de ‘open bar’, entre 23h e 00h. O adolescente estava acompanhado por dois amigos maiores de idade. “Eu já fui várias vezes e nunca pediram me documento, por isso não levamos RG", contou um deles.

“Ele bebeu até o open bar acabar, mas ninguém ficou ‘muito louco’. Estávamos na mesma ‘vibe’ da galera”, relatou o outro amigo. Segundo os colegas, Pablo estava receptivo e brincalhão. Era a primeira vez do jovem em uma balada e ele estava conversando com todos, fazendo novas amizades.

Saída

O grupo decidiu ir embora pouco depois das 5h. "Nós estávamos todos na saída do Sistema X e ele sumiu", contou um dos amigos. Eles procuraram por vários minutos e depois decidiram caminhar até o ponto do ônibus que os levaria de volta a Balsa Nova. O ponto fica a cerca de 15 minutos a pé da balada.

No ponto, não encontraram Pablo, e resolveram voltar. Quando retornavam à danceteria, encontraram um grupo de 15 pessoas – eles acreditam que o grupo, ou parte dele, que foi responsável pela morte do adolescente.

Os dois amigos encontraram Pablo no chão, ainda vivo, mas agonizando. "Ele estava deitado, duro. Naquele momento nós presumimos que ele estava morto. A cabeça estava toda deformada", contou um amigo.

O Siate foi acionado e chegou em cerca de 20 minutos. O adolescente chegou a ser levado até o Hospital Evangélico, mas não resistiu. O corpo foi identificado por familiares no Instituto Médico-Legal (IML).

Investigações

Familiares do adolescente afirmam que o garoto tinha um ‘bom coração’, era querido por todos e não tinha inimigos. “[Um menino] absolutamente extrovertido, se dava bem com todo mundo, não tinha maldade, era calmo e alegre. Isso foi uma fatalidade. Ele foi de ônibus e voltou num paletó de madeira", disse um familiar.

Ainda não se sabe quem matou e qual o motivo do assassinato brutal de Pablo. Além da Sistema X, uma empresa em frente ao local tem câmeras de segurança voltadas para a rua. As imagens do circuito interno podem colaborar com as investigações. O material será compartilhado com a polícia, que apura o caso.

Outro lado

Por meio de nota, a Sistema X afirmou que “nenhum menor de idade foi liberado nesta [naquela] noite”. 

O dono do estabelecimento afirma que foi pego de surpresa quando soube do assassinato, na tarde de domingo (12), afirmando que o evento do dia anterior (sábado, 11) “transcorreu normalmente a noite inteira”.

A Sistema X também não sabe dizer o que aconteceu, nem motivação do assassinato. Por meio de nota, afirma que somará esforços às autoridades para identificar os responsáveis.

Colaboração Jairo Nascimento/Rede Massa

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