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Caso Tatiane Spitzner: Luis Felipe Manvailer vai a júri popular

(Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal) - Caso Tatiane Spitzner: Luis Felipe Manvailer vai a júri popular
(Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

O biólogo Luis Felipe Manvailer vai a júri popular. A decisão é da juíza Paôla Gonçalves Mancini de Lima, da Comarca de Guarapuava, na região Central do Paraná. Acusado pelo assassinato da advogada Tatiane Spitzner, ele responderá por feminicídio e fraude processual.

Manvailer foi acusado por homicídio qualificado. Segundo a denúncia, o então companheiro de Tatiane teria asfixiado a vítima durante uma briga e a jogado pela sacada para simular um suicídio. O ex-casal morava em um apartamento no 4.º andar de um prédio.

Segundo a acusação, antes de fugir da cena do crime, Manvailer teria trocado as roupas sujas e limpado o elevador do prédio. Para o Ministério Público (MP-PR), era uma tentativa de se livrar das provas criminais.

Manvailer também era réu por cárcere privado. A juíza Paôla Gonçalves Mancini de Lima decidiu nesta sexta-feira (17) absolver o biólogo deste crime.

O que dizem as partes

Por meio de nota, os advogados que representam Luis Felipe Manvailer afirmam que “a absolvição do Cárcere Privado afasta todo e qualquer fato ventilado pela acusação antes do ingresso do casal no apartamento. Ficou demonstrado que quem optou por permanecer no edifício e ingressar no apartamento foi Tatiane Spitzner”, dizem os defensores Adriano Bretas, Caio Fortes de Matheus e Claudio Dalledone Júnior.

Quanto às demais acusações, a defesa diz que irá provar a inocência do cliente em momento oportuno.

Ao Massa News, o advogado Gustavo Scandelari, que representa a família de Tatiane, afirmou que “a decisão é justa, exceto pela absolvição do crime”. O assistente de acusação afirma que um recurso deve ser apresentado ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) para que o júri popular possa decidir, também, sobre o crime de cárcere privado.

As acusações contra Manvailer

  • Homicídio triplamente qualificado: feminicídio, asfixia, impossibilidade de defesa da vítima
  • Fraude processual: por alterações na cena do crime
  • Cárcere privado (absolvido): por ter impedido que a vítima deixasse o apartamento durante as agressões

O crime

Tatiane morreu aos 29 anos, no dia 22 de julho de 2018. Câmeras de monitoramento do prédio onde ela morava com Manvailer registraram o momento em que o ex-casal retorna para casa depois de uma festa de aniversário. As imagens mostram o momento em que o réu agride a então companheira na garagem e depois força ela a subir até o apartamento deles, no quarto andar.

Minutos depois, as câmaras externas flagram o educador físico deixando o prédio de carro. Antes disso ele troca de roupa e tenta limpar as marcas de sangue do elevador.

A advogada foi encontrada morta depois de cair do 4.º andar. A acusação aponta Manvailer como responsável pelo homicídio. A defesa sustenta que Tatiane morreu depois de cair da sacada.

Não há data para que o júri seja marcado.

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