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Cidade cria 'moeda' para devolução de taxa de lixo

(Foto: Caio Budel/RSN) - Cidade cria 'moeda' para devolução de taxa de lixo
(Foto: Caio Budel/RSN)

O município de Pinhão, a cerca de 39 quilômetros de Guarapuava, instituiu moeda própria, com circulação específica na Feira do Produtor. A “Bufunfa” equivale a uma Unidade Fiscal do Município (UFM), ou seja, R$ 6,12, e surge como uma forma de devolver ao contribuinte o valor cobrado pela taxa do lixo. O troco é a conscientização da população sobre a importância de separar o lixo e os benefícios que essa ação proporciona ao bem estar coletivo.

Convivendo com um “caos ambiental”, como denomina o secretário de Meio Ambiente, Urbanismo e Habitação, Valter Israel, o município com cerca de 32 mil habitantes, até dois anos atrás, era conhecido pelo lixão a céu aberto; não possuía órgão ambiental; dos 23 cemitérios existentes, nenhum possuía licença ambiental e uma lista de 29 de ações passíveis de multas rondam o Pinhão.

Para começar a resolver essa problemática, foi criada a secretaria, que traz na sua estrutura operacional uma série de programas e projetos que buscam reverter a situação herdada de administrações anteriores. “Tivemos que pegar o limão e fazer uma baita limonada”, diz o secretário, utilizando uma metáfora.

Para começar a solucionar o problema do lixão, que já passa a fazer parte passado com a implantação de um aterro sanitário, foi instituída a coleta seletiva do lixo. Criada em 2017, o projeto gerou também a “Bufunfa”, a moeda que é entregue a quem faz a coleta seletiva. Para ter acesso ao “dinheiro”, o primeiro passo é assinar a adesão e, para isso, é preciso estar em dia com a taxa do lixo, vinculada ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). O segundo faz parte da educação ambiental e da consequente conscientização sobre a importância da separação do lixo. Depois, um comitê que se reúne mensalmente, avalia os pedidos de adesões e, se tudo estiver em ordem, aprova os aptos a receberem a “Bufunfa”.

De acordo com o prefeito Odir Gotardo, são 325 famílias cadastradas, das quais, 90% recebem duas “Bufunfas”. A moeda faz parte de uma cadeia sócio-econômica, já que pode ser investida apenas na compra de produtos comercializados pela Feira do Produtor que, com esse impulso, passou de mensal para quinzenal e, atualmente, ocorre uma vez por semana.

Com esse projeto ganha o meio ambiente, ganha a agricultura familiar, ganham as famílias que levam alimentos saudáveis para a casa e ganha a economia do município.

As “Bufunfas” que circulam nas barracas de 19 feirantes são coletadas pela cooperativa da categoria e trocadas por Real na prefeitura. “É a taxa do lixo que vai à feira”, diz o secretário.

E a expectativa do prefeito Odir Gotardo é otimista. Pelos cálculos da administração, se a totalidade da população pinhaõense aderir ao projeto, será possível injetar cerca de R$ 600 mil por ano na feira. “E o resultado poderá ser de milhões na economia do município”.

Com informações da RedeSul de Notícias