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Comissão dos Direitos Humanos define como desumana situação em cadeia pública de Arapongas

(foto: divulgação) - Direitos Humanos define como "desumana" situação em cadeia
(foto: divulgação)

“A cadeia pública de Arapongas é só um retrato da situação do resto do Paraná”. A afirmação é de Carlos Henrique Santana, coordenador estadual dos Direitos Humanos, que esteve no local na tarde desta quinta feira (10) para uma vistoria.

Segundo Carlos, a situação das celas é desumana. “É um prédio construído em 1970 para 40 pessoas. Hoje, eles são em 172. Estão em cubículos, sem ventilação, dormindo em redes. É um desrespeito até com os agentes”.

O coordenador, que recebeu a denúncia de familiares dos presos, esteve cerca de meia hora no local e conversou com os detentos. “Muitos já estão com os processos expirados. Ou seja, já eram para estar em regime semi aberto, não tem lógica mantê-los aqui”.

A superlotação e a falta estrutura já trouxeram problemas para os detentos. Em outubro, o preso Marcos Antônio não resistiu e morreu de meningite bacteriana. A morte deixou os profissionais em alerta, já que a doença é altamente contagiosa.

Além disso, quatro fugas já foram registradas pelos agentes somente neste ano. Tudo isso, para Santana, é fruto de um sistema carcerário falido “Não tem o que fazer. Não vai melhorar com 170 vivendo em gaiolas. A única solução é reformar o sistema carcerário, fazer com que o sistema recupere as pessoas”.

Um grupo de mulheres, mães e esposas de detentos organizaram uma manifestação em frente ao fórum do município na tarde desta quarta feira (9). As manifestantes reclamavam inclusive do tratamento dos funcionários em dias de visita.