Você poderá alterar sua localização a qualquer momento clicando aqui.
Ocultar   |   Alterar cidade
Você está vendo conteúdo de Curitiba e região.
Ocultar   |   Alterar cidade

Comissão Estadual da Verdade atua para a construção de um Memorial de Justiça e Direitos Humanos

Discussões sobre Memorial de Justiça do Paraná avançam

Representantes do Fórum Paranaense de Resgate a Verdade, Memória e Justiça, do Tribunal de Justiça do Paraná, Ministério Público do Paraná e da Universidade Federal do Paraná, estiveram reunidos na tarde de ontem (08) nas obras do novo Complexo Judiciário de Curitiba, onde funcionou, até 2012 a Prisão Provisória de Curitiba (PPC), Presídio do Ahú, para uma visita técnica. O encontro serviu para retomar as discussões sobre a possível construção de um Memorial de Justiça e Direitos Humanos no local.

O pedido é antigo e tem o compromisso do Tribunal de Justiça do Paraná, que na figura de ex-presidentes, sinalizou a dedicação de um espaço físico para que um memorial seja levantado, a exemplo do Chile, que ao longo de décadas sofreu com a ditadura Pinochet e hoje relembra a sociedade dos tempos sombrios e das vítimas do ditador em memoriais espalhados pelo país.

Entre os envolvidos na busca pela construção do memorial, estão a desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, Maria Aparecida Blanco de Lima e o procurador de Justiça do Paraná, Olympio de Sá Sotto Maior, que presidiu os trabalhos da Comissão da Verdade no Paraná, no ano de 2013.

Milton Alves, coordenador do Fórum Paranaense de Resgate a Verdade, enfatizou a importância do encontro como providencial ao andamento da implantação do Memorial. “Com essa visita pudemos ter uma ideia dos espaços que poderão ser utilizados e abrir uma conversa técnica com arquitetos e engenheiros do Tribunal de Justiça no intuito de destinar um local adequado não somente a receber o Memorial, mas como comportar o público visitante”, explicou.

Segundo Alves, o Memorial será um espaço reservado a memória da democracia nacional, um local onde as novas e antigas gerações poderão ter um encontro com um passado que o Brasil tenta esquecer. “A memória deve ser preservada para que nunca mais passemos por isso, precisamos lembrar sempre do que foi o regime ditatorial, principalmente em memória as centenas de vidas que “desapareceram” e nunca mais foram encontradas”, explicou.

Local já foi prisão política

A área onde está sendo construído o novo Complexo Judiciário, e que antes abrigava o Presídio do Ahú, já foi utilizado também como prisão para as vítimas da Ditadura Militar no Brasil. Espaço dedicado a tortura e aos maus tratos a cidadãos brasileiros marginalizados pelos militares por suas ideias contrárias ao regime ditatorial da época, o Presídio do Ahú guarda segredos conhecidos somente pelos generais e suas vítimas de perseguição, tortura e até mesmo morte, no período mais assombroso da história brasileira.

Segundo Daniel Godoy, os trabalhos seguem nesta sexta-feira, na reitoria da UFPR, as 18h30, com uma reunião da Comissão Estadual da Verdade com o Reitor da UFPR para tratativas do assunto.

Colaboração: Assessoria de Imprensa

Grupo do Massa News no WhatsApp

Receba as principais notícias do dia direto no seu celular.

  Entrar no grupo