Você poderá alterar sua localização a qualquer momento clicando aqui.
Ocultar   |   Alterar cidade
Você está vendo conteúdo de Curitiba e região.
Ocultar   |   Alterar cidade

Conflito familiar é apontado como motivação para morte de jovem asfixiada

Um conflito familiar forte: esta é a principal tese levantada pela Polícia Civil para a motivação do homicídio contra Jaqueline Carvalho Gonçalves dos Santos, registrado no dia 13 de dezembro, no bairro Tatuquara, em Curitiba. O pai da jovem foi preso na noite desta terça-feira (16), suspeito de ter matado a própria filha por meio de asfixia.

A vítima, de 18 anos, foi encontrada morta com diversas camadas de filme plástico enroladas na cabeça e com uma meia na boca. Sem sinais de invasão na casa e com a suspeita de suicídio descartada, a investigação da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontou o pai de Jaqueline como suspeito pelo assassinato. “Durante o inquérito temos convergentes relatos de que ele [pai] estava na cena do crime, praticou, enrolou o plástico na cabeça da vítima. Nós temos a perícia técnica que diz que é impossível que ela tenha enrolado o plástico da própria cabeça, e é impossível que tenha acontecido uma invasão”, disse o delegado responsável pelo caso, Victor Menezes.

De acordo com o delegado, havia um conflito familiar pelo fato de os pais serem mais conservadores e Jaqueline encarar a vida de forma mais “moderna”. Os paramédicos que foram ao local do crime, porém, relataram que ouviram o homem e outros membros da igreja que a família frequenta proferir diversas vezes frases do tipo “glória a Deus” junto ao corpo da vítima. “ A gente não pode afirmar de forma categórica que o elemento religioso foi o estopim para que isso acontecesse. Existiam conflitos familiares fortes e no presente momento esta é a hipótese investigatória mais forte que a gente tem”, afirmou Menezes.

Jaqueline foi supostamente encontrada morta pelo próprio pai no momento em que ele saía para trabalhar. No dia em que o crime foi registrado, o homem mostrou aos socorristas uma espécie de “capacete plástico” e uma meia, afirmando ter tirado rapidamente da cabeça de sua filha para tentar salvá-la. Além disso, o pai da vítima disse acreditar que a própria filha teria se asfixiado – o que foi totalmente descartado pela perícia.

“Foram várias voltas do plástico, são várias camadas de filme plástico que foram utilizados para fazer essa ‘máscara’. Pelas condições pessoas da vítima e características de maleabilidade e aderência, seria impossível que ela conseguisse fazer todas as voltas até conseguir fazer o capacete e executar a própria morte”, garantiu o delegado. Além disso, o filme plástico foi encontrado em outro cômodo.

O homem, que nega a participação no crime, deve ser indiciado por homicídio qualificado. “Tudo indica que não é uma pessoa dedicada ao crime e que teria acontecido no calor do momento”, concluiu Menezes.

Informações Polícia Civil