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Construtores protestam contra normas do Ministério das Cidades e CEF em Maringá

Manifestantes fizeram carreata (Foto: Ronaldo Vanzo/Rede Massa) - Construtores protestam contra normas do Ministério das Cidades e CEF
Manifestantes fizeram carreata (Foto: Ronaldo Vanzo/Rede Massa)

Em torno de 300 construtores, lojistas e representantes de empresas de materiais de construção fizeram uma carreata pelo Centro de Maringá. Com um caminhão de som e rojões, eles  saíram da praça do antigo aeroporto, seguiram pela Avenida Brasil até a Pedro Taques, pegaram a Santos Dumont e pararam por alguns instantes em frente à Caixa Econômica Federal, congestionando o trânsito.

O protesto foi contra a portaria 160  do Ministério das Cidades e a normativa 625 da Caixa Econômica Federal. “Essas medidas, aprovadas unilateralmente pelo governo, inviabilizam a construção das casas dentro do programa Minha Casa Minha Vida”, critica o construtor Adilson Damião.

Ele argumenta que o novo cenário imposto pelo governo deve colapsar o país, “porque a portaria, por exemplo, exige que as construções sejam feitas apenas por construtoras com a contratação de engenheiros e pagamentos de impostos altos”.

De acordo com André Sanches, outro empresário da área, “nem as construtoras têm interesse em pequenas obras, nem o cidadão que quer construir uma casa teria condições para contratar nos moldes das novas determinações”.

E mesmo que os pequenos construtores pudessem se adequar às exigências, o tempo é muito curto, já que as medidas passam a vigorar a partir de 1º de janeiro, apontam os manifestantes.

Na próxima segunda-feira (21), um grupo nacional de representantes da categoria deve estar em Brasília. Na terça-feira (22), está prevista uma reunião com a direção da Caixa Econômica Federal. 

A questão está sendo discutida em todo o Brasil. Segundo as lideranças do setor, que não tem um sindicato, só na região de Maringá 50 mil pessoas podem perder postos de trabalho. Existe até a possibilidade de um saque conjunto de dinheiro da CEF, com o intuito de pressionar o governo a revogar as medidas.

Por Silvio Rocha da Rede Massa