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Decisão: crime militar é arquivado em caso de adolescentes baleados em churrascaria

Foto: Bruna Froehner/Rede Massa - Decisão: crime militar é arquivado em caso de adolescentes baleados
Foto: Bruna Froehner/Rede Massa

O juiz Davi Pinto de Almeida, da Vara da Justiça Militar Estadual do Paraná, decidiu pelo arquivamento dos autos do inquérito policial que apurava a prática de crime militar no caso de dois adolescentes baleados em uma churrascaria de Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba). A situação aconteceu na madrugada do dia 7 de abril de 2018, em um restaurante na Rua Antônio Meireles Sobrinho.

De acordo com o documento da determinação de arquivamento, os autos não tinham “elementos indispensáveis e suficientes para o oferecimento de denúncia pela prática de crime militar”.

Conforme o promotor de Justiça Misael Duarte Pimenta – que solicitou o arquivamento – os policiais militares estavam à paisana no restaurante quando viram os adolescentes em um carro, modelo Gol, em atitude suspeita. Os policiais relataram que um deles teria entrado no estabelecimento e dado voz de assalto. Uma testemunha também teria afirmado que o jovem parecia estar armado.

Já os adolescentes relataram que estavam em um churrasco quando a carne acabou e saíram para encontrar um açougue. No entanto, como não encontraram nenhum aberto devido ao horário, optaram por parar na churrascaria. O adolescente que ficou no carro disse que viu os policias armados e acreditou que se tratava de um assalto. Com isso, ele arrancou com o carro e foi atingido por um dos tiros, enquanto o jovem que havia descido do veículo também foi baleado.

Com a decisão da Vara da Justiça Militar, a arma apreendida para apuração da prática de crime militar deve ser devolvida para a corporação.

Apesar de não ter sido oferecida denúncia pela prática de crime militar - já que foi comprovado que os soldados não estavam alcoolizados e por não ter sido evidenciada “violação culposa das normas técnicas, por negligência, imprudência ou imperícia” – o processo criminal contra os policiais aberto pela defesa dos adolescentes ainda segue em andamento.

Colaboração Luane Camargo/ Rede Massa