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Defesa de Manvailer apresenta alegações finais e pede absolvição de dois crimes

- Defesa de Manvailer apresenta alegações finais

Os advogados de defesa de Luiz Felipe Manvailer, acusado pela morte da advogada Tatiane Spitzner, em Guarapuava, pediram a absolvição do réu dos crimes de cárcere privado e fraude processual. A solicitação foi feita nas alegações finais da defesa, apresentada nesta terça-feira (14).

Em relação à anulação do cárcere privado, a defesa aponta - a todo momento - que Tatiane Spitzner poderia ter saído do local “se quisesse”. No documento, os advogados utilizam imagens da câmera de segurança do estacionamento do prédio, alegando que a vítima poderia ter saído do carro e fugido, antes mesmo de entrar no elevador.

Em relação à fraude processual, crime caraterizado quando o suspeito modifica o local do crime para induzir ao engano da situação, os advogados afirmam que Luís Felipe não pretendia induzir a investigação a um erro. De acordo com o documento, “sua intenção era apenas não deixar o corpo de sua esposa exposto ao relento. Até mesmo porque, além do registro das câmeras de vigilância, a ação foi presenciada por uma testemunha”.

Além disso, mesmo Manvailer ter sido flagrado agredindo Tatiane e limpando o sangue da vítima no elevador, a defesa alega que o educador físico agiu com o objetivo de “evitar que outros moradores não se sobressaltassem ao se deparar com sangue na área comum de circulação”. Ou seja, a hipótese afirma que Luís Felipe teria limpado o local para não causar pânico aos vizinhos.

Alegações sobre o homicídio

Para sustentar a hipótese de que Tatiana Spitzner cometeu suicídio, a defesa alega ainda que Manvailer não teria força física suficiente para arremessar a vítima do prédio.

Utilizando a frase da acusação de que o corpo de Tatiane foi jogado “inerte e sem vida”, os advogados citam o “efeito boneco de pano”, quando o corpo morto fica mais difícil de ser carregado ou arrastado.

“Seria impossível que Luis Felipe, sozinho, fizesse o que os agentes da Polícia Civil não conseguiram fazer: arremessar o corpo ‘inerte e sem vida’ de 62 kg, por sobre um parapeito de 1,23m”, afirma o documento. A defesa também questionou uma possível mudança nos depoimentos das testemunhas, que teriam ouvido gritos e o barulho da queda de Tatiane.

Colaboração Mateus Bossoni

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