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DNA pode ajudar na identificação de piloto do avião que caiu com cocaína em Querência do Norte

Avião levava 384 quilos de pasta base de cocaína (Foto: Polícia Civil) - DNA pode ajudar a identificar piloto do avião que caiu com cocaína
Avião levava 384 quilos de pasta base de cocaína (Foto: Polícia Civil)

A Polícia Civil tenta identificar o piloto do avião que caiu com pasta base de cocaína em Querência do Norte (a 130 quilômetros de Paranavaí), no último sábado (14). Sabe-se que ele fugiu em um táxi e deixou manchas de sangue no carro. Portanto, um exame de DNA pode ajudar na descoberta.

Segundo o delegado responsável pela comarca, Alysson Gabriel Tinoco, testemunhas relataram que o piloto deixou o local em um táxi. A polícia já identificou e ouviu o taxista, que contou que foi ao local atendendo a um chamado telefônico. O motorista disse que o homem estava ferido, pediu para ser levado até uma cidade próxima, mas no meio do caminho, deixou o veículo e se embrenhou em um matagal.

A Polícia Civil colheu provas biológicas que podem ajudar na identificação do piloto e ouvirá representantes da empresa de serviços agropecuários, dona do avião. À Agência Brasil, funcionários da Onesko informaram que o advogado da empresa registrou boletim de ocorrência de furto da aeronave, sem precisar quando isso foi feito. Desde a última sexta-feira (13), o dono da empresa, Jaroslau Onesko Filho, não se comunica com os empregados, que souberam da queda da aeronave pela imprensa.

“Estamos esperando notícias do Jaroslau. Fomos todos pegos de surpresa no sábado (14) e nem sequer imaginamos o que pode ter acontecido”, comentou uma funcionária da empresa, explicando que Onesko usou o avião na última quinta-feira (12) à tarde para pulverizar uma fazenda que, segundo ela, contratou o serviço diretamente com o dono da empresa e piloto.

Na sexta-feira (13), supostamente após realizar o serviço, Jaroslau apareceu no escritório, em São Jorge do Ivaí, na parte da tarde, de acordo com a funcionária, e disse apenas que iria para Maringá comprar algo para o avião. 

R$ 9 milhões

A Polícia Civil do Paraná incinerou os 384 quilos de pasta base de cocaína encontrados no tanque do avião que caiu. De acordo com o delegado Alysson Gabriel Tinoco, a pasta base foi rapidamente destruída para evitar que criminosos tentassem recuperá-la, conforme já aconteceu em outras delegacias do país. A droga apreendida renderia, nas ruas, entre R$ 8 milhões e R$ 9 milhões aos traficantes.

O avião caiu em uma fazenda a cerca de 30 quilômetros do Centro de Querência do Norte, próximo à divisa com o Mato Grosso do Sul. Acionados, os primeiros policiais militares que chegaram ao local já não encontraram o piloto. Cerca de 60 quilos de pasta base em tablets estavam espalhados ao redor da cabine da aeronave. Posteriormente, a Polícia Militar encontrou mais de 300 quilos da droga no chamado tanque seco (hopper), originalmente usado para acondicionar agrodefensivos.

Colaboração da Agência Brasil