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Dona da casa atingida por pedaços de prédio diz que vive “dias de pesadelo”

(Foto: Colaboração redesuldenoticias.com.br) - Dona da casa atingida por pedaços de prédio vive "dias de pesadelo"
(Foto: Colaboração redesuldenoticias.com.br)

A moradora da casa que vem sendo atingida por pedaços da construção de um prédio em obras, Maria do Carmo Virmond, está vivendo dias de pesadelo desde os últimos estragos ocorridos no domingo (10). Pela terceira vez, a casa, que fica ao lado do edifício de 24 andares, na rua Senador Pinheiro Machado, no Centro da cidade, foi atingida por materiais de construção.

“Vivemos com medo, com insegurança e agora não quero mais voltar para lá”, disse Maria do Carmo. “Não vamos deixar a nossa mãe voltar. Imagine se tudo aquilo vier abaixo. Nem nossos parentes não vem nos visitar porque tem medo”, emenda a filha, Ana Aline. Ela disse que a família tenta vender o imóvel, porém, não há interessados justamente por causa das ocorrências. “Essas quedas desvalorizaram o único imóvel que temos e tememos uma tragédia”.

De acordo com as proprietárias da casa, diariamente, alguma coisa cai da construção. “O próprio vento está arrancando as pastilhas”, diz Maria do Carmo. Após a queda de domingo, de acordo com a dona da casa, na segunda (11), outros pedaços de materiais caíram e, por pouco, não atingiram os cães da residência. “Estou com uma cadelinha com cinco filhotes, que tive de espalhar na casa de parentes. Eu mesma já deixei de dormir em casa há muito tempo com medo de ser surpreendida com novas quedas”.

Segundo Maria do Carmo, no domingo, ela, um irmão e uma sobrinha, que moram na residência, estavam almoçando quando a refeição foi interrompida por causa do desabamento de parte da obra.

“Esse prédio está sendo construído há muitos anos. Ficou muito parado e depois que foi retomado só está acontecendo essas coisas. Já fomos surpreendidos, inclusive por um corpo que caiu lá de cima no quarto do meu filho. Meu neto, que estava no quarto, desde então, não quis mais dormir lá”.

Cada vez que acontece alguma ocorrência, a família é colocada temporariamente num dos hotéis da cidade. Maria do Carmo disse que não aguenta mais essa situação. “A gente ter que sair de casa, comer fora e ficar num quarto de hotel, é um abuso, um absurdo. Há muita falta de respeito e não vamos mais suportar essa situação”. A família propõe que a própria construtora responsável pela obra compre a casa e incorpore a área a alguma benfeitoria do edifício em construção. “Assim a situação ficaria resolvida”, diz.

A reportagem tentou contato, inúmeras vezes, com a construtora responsável pela obra, porém, em nenhuma vez, a ligação telefônica foi atendida.

Colaboração redesuldenoticias.com.br