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Dona de casa de prostituição teria sequestrado filho de vítima para garantir programas

A chefe de um esquema de prostituição desmantelado nesta semana pelo Núcleo de Proteção a Crianças e Adolescentes Vítimas de Crimes (Nucria) também é acusada de ter sequestrado o filho de uma mulher para obrigá-la fazer programas.

A denúncia partiu da suposta vítima. Sem se identificar, a mulher de 22 anos contou à reportagem do Massanews como tudo aconteceu.

“Conheci a Suellen pelo amigo dela. Eu estava trabalhando na rua normal e caí na mão dela. Todo o dinheiro que eu conseguia tinha que dar para ela. Eu fui morar com ela e ela pegou meus documentos”, disse.

Suellen Nyane Zampueri, 30 anos, foi presa durante operação nesta terça-feira (25). Ela é acusada de ser dona de uma casa de prostituição. Os programas, conforme as investigações, aconteciam no quarto dela. Junto com a acusada, os policiais encontraram R$ 5,4 mil, um caderno de anotações de valores e preservativo.

Quando a vítima quis sair do esquema e levar uma vida nova, Suellen teria sequestrado o filho da mulher, na tentativa de obrigá-la a permanecer Na casa de prostituição.

“Eles não queriam entregar meu filho. Maltratam, queimaram cigarro no braço dele, cortaram o cabelo, arranhavam e batiam nele. Eles não queriam devolvê-lo para mim. Quando eu decidi sair da casa dela, exigiram R$ 45 mil para entregar o menino de volta. Se eu não pagasse, ela dizia que iria vendê-lo para outro país”, disse. Sem saber o que fazer, a mulher conta que teve que fugir para o Paraguai. 

As investigações da Polícia Civil duraram pelo menos dois anos. Outras sete garotas também foram vítimas da acusada. Todas têm ente 11 e 22 anos. Suellen deve responder por exploração sexual de menores e favorecimentos à prostituição.

Colaboração: Márcio Falcão/Rede Massa.