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Em nota, governador Beto Richa se manifesta sobre morte de adolescente e pede pelo fim das ocupações

(Foto: João Carlos Frigério / Massa News) - Em nota, governador Beto Richa pede pelo fim das ocupações
(Foto: João Carlos Frigério / Massa News)

O governador Beto Richa divulgou uma nota sobre a morte do adolescente Lucas Eduardo Araújo Lopes, de 16 anos, na tarde desta segunda-feira (24) na Escola Estadual Santa Felicidade, em Curitiba. Ele classificou a situação como “uma tragédia chocante, que merece uma profunda reflexão de toda a sociedade.”

“É ainda mais gravíssimo e lamentável, porque aconteceu no interior de uma escola ocupada, que deveria estar cumprindo a sua missão de irradiar a luz do conhecimento e a formação da cidadania”, afirmou o governador, que renovou seu apelo “para que os pais redobrem o cuidado com seus filhos.”

No texto, Richa pediu para que os estudantes encerrem o movimento de ocupação das escolas estaduais. “A ocupação de escolas no Paraná ultrapassou os limites do bom senso e não encontra amparo na razão, pois o diálogo sobre a reforma do ensino médio está aberto, como bem sabem todos os envolvidos nessa questão.” “Externo à família desse estudante a minha solidariedade neste momento tão doloroso”, afirmou ainda.

Ocupa Paraná

Em nota preliminar divulgada nas redes sociais, o movimento Ocupa Paraná informou que ainda “não há nenhuma informação concreta sobre a motivação dessa morte e também nenhuma informação repassada aos mais de 10 advogados do movimento que estão proibidos de entrar no local para dar suporte aos outros estudantes da ocupação que estão lá dentro com a polícia civil”.

Logo após a publicação da nota pelo movimento, um advogado e um casal de pais de estudantes foram autorizados pela polícia a entrar na escola.

APP-Sindicato

A APP-Sindicato, que representa os trabalhadores em educação das escolas públicas do Paraná, também emitiu uma nota dizendo que 'se solidariza a família e ao movimento dos estudantes pela morte de um adolescente na tarde desta segunda-feira (24) no Colégio Santa Felicidade, em Curitiba'.

Ainda de acordo com o Sindicato 'infelizmente neste momento triste, surgem tentativas de criminalização do movimento legítimo dos estudantes e vinculação do sindicato ao episódio. A APP-Sindicato repudia tais ações. Assim como a sociedade paranaense, esperamos a apuração do caso pelos órgãos competentes'.

Procuradoria-Geral do Estado

Em nota a PGE do Paraná informou que "nada tem a declarar sobre o fato em si, que será investigado pela Polícia Civil. Entretanto, sejam quais forem as circunstâncias, o lastimável acontecimento reforça a tese defendida pelo Governo do Estado de que as invasões às escolas colocam em risco a integridade física e psicológica dos menores que participam do movimento, razão pela qual a Procuradoria tem buscado, por todas as formas, realizar as desocupações amparando-se em ordens judiciais".