Você poderá alterar sua localização a qualquer momento clicando aqui.
Ocultar   |   Alterar cidade
Você está vendo conteúdo de Curitiba e região.
Ocultar   |   Alterar cidade

Em seis anos, casos de sífilis crescem mais de 20 vezes em Ponta Grossa

A sífilis é uma doença sexualmente transmissível (DST) silenciosa, que muitas vezes começa com uma ferida na região genital. Não dói, não dá coceira e não incomoda – é justamente aí que mora o problema e faz com que a doença se espalhe. Em Ponta Grossa, por exemplo, os números são alarmantes: nos últimos seis anos, o número de casos confirmados de sífilis aumentou em quase 2000 %.

Jean Zuber, coordenador do programa de DST da Secretaria Municipal de Saúde, explica que, apesar de ter tratamento, a doença é grave e pode até mesmo levar à morte. “Às vezes pode passar despercebido, pode ser interno no caso da mulher, e em algumas semanas essa lesão some”, explica. “A partir de seis semanas, podem aparecer manchas nas mãos ou lesões em algumas partes do corpo, e em até 40 anos ela apresenta um cenário mais crítico, com comprometimento do sistema neurológico e de órgãos nobres”, completa.

Em Ponta Grossa, em 2010, foram registrados apenas 11 casos de pessoas infectadas por sífilis. Desde então, o número apenas cresceu e atingiu índices preocupantes. Em 2013, foram 106 situações; no ano passado, 158 casos; e entre janeiro e outubro de 2016, pelo menos 224 pessoas foram diagnosticadas com a doença.

O município se preocupa com esses índices e alerta para a prevenção, principalmente entre os jovens. “As relações sexuais devem ser todas com o uso do preservativo, isso quebra o elo de transmissão da sífilis e vai fazer com que, consequentemente, esses números diminuam”, explica Zuber.

O tratamento da sífilis precisa ser feito pelo casal; caso contrário, o paciente pode contrair novamente a doença. As gestantes, se tiverem a doença, também precisam passar pelo tratamento, já que a sífilis pode provocar complicações ao bebê, como explica o ginecologista Gilmar Nascimento. “A sífilis congênita é bem agressiva e pode desencadear desde trabalho de parto prematuro até um neném com más formações”, conclui o médico.

Colaboração Priscila Koteski / Rede Massa.