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Empresa afirma que médico preso estava ciente de prazos para pagamento dos plantões

(Foto: Reprodução) - Empresa afirma que médico preso estava ciente de prazos para pagamento
(Foto: Reprodução)

A polêmica envolvendo o médico preso na última terça-feira (4), em Guaratuba, acusado de omissão de socorro, desacato e desobediência, continua. O profissional – contratado por uma empresa terceirizada para atuar durante a Operação Verão em uma Unidade de Pronto Atendimento – alegou que está sem receber há 60 dias e, por isso, teria ficado um período sem atender os pacientes. A empresa, porém, afirmou que o médico estava ciente dos prazos de pagamento.

De acordo com a Polícia Civil, Rogério Augusto Perillo teria negado atendimento a uma paciente, que o denunciou. O médico, então, foi detido e afirmou que não recebia o salário combinado há 60 dias, além de passar por situações vexatórias – como ter que dormir no carro. Em alguns vídeos que circularam nas redes sociais, o profissional apareceu gritando por “socorro” ao ser preso.

Porém, na audiência de custódia, realizada na última terça-feira (5), no Fórum de Guaratuba, a mãe da paciente que, supostamente, não teria sido atendida pelo profissional, negou a acusação. À juíza, a mulher afirmou que Perillo conversou com ela e passou todas as recomendações necessárias.

A empresa

A empresa Exalife Serviços Médicos, contratada pela Prefeitura de Guaratuba por meio do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Litoral do Paraná (Cislipa), negou as acusações do médico e disse que o profissional estava ciente dos prazos para o pagamento. “Ele sabia, foi combinado previamente com ele que os plantões seriam pagos 30 dias após 30 dias do plantão, ou seja, os plantões prestados no mês de dezembro seriam pagos em fevereiro, os de janeiro seriam pagos em março, e os de fevereiro em abril”, afirmou a advogada da Exalife, Ana Cláudia.

De acordo com a advogada, o prazo extenso acontece devido ao fato do contrato ser feito com um órgão público. “É dinheiro público, não se trata de trabalhador comum que trabalha um mês e recebe no quinto dia útil. Se trata de um contrato com um órgão público”, explicou. Ana Cláudia apresentou, ainda, uma conversa por WhatsApp com o médico, em que detalhava os prazos.

Além disso, a advogada negou que a empresa faça contratos por WhatsApp sem checar os documentos do médico – acusação feita por Perillo. “Eu fui acionada, entrei em contato com a diretora da Unidade de Pronto Atendimento e pedi para falar com ele. Pedi para que ela esclarecesse que ele iria receber por todos os plantões e serviços prestados. Ele não quis me atender, não quis em nenhum momento falar comigo. Ele alega que ficou 60 dias sem receber, mas ele deixou para reivindicar esses 60 dias para receber na segunda-feira de Carnaval, que não há expediente tanto na empresa, quanto no banco”, finalizou.

Após a polêmica, a empresa pagou os plantões para o médico, que foi dispensado.

Colaboração Douglas Bandeira/Rede Massa

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