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Empresa quer usar lodo da Sanepar para compostagem orgânica

(Foto: Divulgação) - Empresa quer usar lodo da Sanepar para compostagem orgânica
(Foto: Divulgação)

A empresa de tratamento de resíduos urbanos Ecovale, de União da Vitória, quer utilizar o lodo da Sanepar, subproduto resultante do tratamento de esgoto, na compostagem de adubo orgânico. O gerente da Sanepar Bolívar Luiz Menoncin Jr., o coordenador Industrial da Sanepar Antonio Marcos Vieira e o empregado Ederson Luiz Zabott visitaram a Central de Tratamento de Resíduos da Ecovale, para entender como funcionam os processos de triagem e reciclagem de resíduos sólidos. Eles estavam acompanhados do sócio-administrador da empresa, Gustavo Luis Antunes de Lima, e do analista ambiental Felipe Marcel Dalmas Kotwiski.

“A Sanepar precisa dar uma destinação ambientalmente correta ao lodo de esgoto, e a intenção da Ecovale vem ao encontro disso. Como o lodo é muito rico em minerais, e é utilizado inclusive na agricultura, também tem grande potencial para ser usado na compostagem e vemos como uma alternativa viável”, destaca Bolívar Menoncin Jr. O gerente da Sanepar diz que a Companhia tem interesse e vai aprofundar o diálogo com a Ecovale para viabilizar a parceria.

Compostagem com lodo

O analista ambiental Felipe Kotwiski reforça as qualidades do lodo. “Possui quantidades consideráveis de carbono e nitrogênio em sua composição, além de micro e macronutrientes muito importantes”, ressalta. Ele explica que o processo em que o lodo deverá ser utilizado, chamado de compostagem bioacelerada, consiste em aplicar micro-organismos nas leiras de compostagem. “Os micro-organismos desempenham papel fundamental na estabilização da matéria orgânica, podendo reduzir o tempo de compostagem em até 75%.”

Para fazer a compostagem, são utilizados resíduos vegetais provenientes de poda e capina, lodo de tratamento de efluentes de fábrica de papel e cinza de caldeira. “São resíduos disponíveis em grande quantidade na nossa região e, dessa forma, deixam de ser levados para aterro sanitário”, conta Felipe. Todos os resíduos passam por tratamento aeróbio e, nesse processo, a temperatura chega a cerca de 75ºC, o que elimina micro-organismos patogênicos.

Depois de todo o tratamento, o composto orgânico maturado é encaminhado a um laboratório certificado para análises físico-químicas e biológicas. “Com os resultados das análises, é possível solicitar ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) o registro do composto. No Paraná, ele também deve se enquadrar aos parâmetros da Resolução 90/2013, do Conselho Estadual de Meio Ambiente”, explica o analista ambiental.

Colaboração Assessoria de Imprensa.