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Ex-secretário de Obras diz ter entrado no esquema em troca de apoio político de Reni Pereira

Ex-secretário de Obras diz ter entrado no esquema em troca de apoio político de Reni Pereira Ex-secretário de Obras diz ter entrado no esquema em troca de apoio político de Reni Pereira

O ex-secretário de  Obras e ex-diretor do Instituto de Transportes e Trânsito de Foz do Iguaçu (Foztrans), Carlos Juliano Budel, afirmou ter entrada no esquema investigado pela Operação Pecúlio em troca de apoio político.

Em depoimento prestado à Justiça Federal nesta sexta-feira (11), ele revelou que o prefeito Reni Pereira (PSB) prometeu apoiá-lo como candidato a vereador do município no pleito de 2016, em caso de adesão às fraudes. Além disso, confirmou que recebeu R$ 8 mil em uma negociação feita com uma das empreiteiras e apontou o pagamento de R$ 5 mil ao ex-diretor de pavimentação da Secretaria de Obras, Aires Silva.

Hermógenes de Oliveira (PSC), vereador de Foz do Iguaçu, foi apontado pelo ex-secretário como um dos beneficiados do "mensalinho", espécie de "mesada" paga a parlamentes que sabiam da ilegalidade. O representante do Legislativo teria cobrado valores atrasados na época em que era líder da base na Câmara Municipal.

À reportagem do Massanews, a defesa de Hermógenes negou todas as acusações e disse que essa informação não consta na delação premiada de Budel. Por isso, exigiu que nova investigação seja instaurada para apuração dos fatos.

Depoimento de Girnei Azevedo

Girnei Azevedo, diretor de obras na então gestão do ex-secretário de Obras Evori Patzlaff também foi interrogado hoje. Ele confessou integrar a associação criminosa acusada de desviar recursos públicos por meio de licitações firmadas pela administração municipal. 

Verbas oriundas do Governo Federal, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foram desvidas, conforme o Ministério Público Federal (MPF) e Estadual (MPE).

Azevedo admitiu ter embolsado R$ 40 mil em dois contratos, sendo R$ 20 mil em casa. O dinheiro era oriundo da propina paga pelas empreiteiras no esquema.

Colaboração: Vinicius Machado/Rede Massa.