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Família contesta versão, denuncia excesso e acusa PM de fraudar provas

(Foto: Reprodução/Rede Massa) - Família contesta versão, denuncia excesso e acusa PM de fraudar provas
(Foto: Reprodução/Rede Massa)

A família de Leandro Pires Cordeiro, de 18 anos, afirma que o jovem está sendo incriminado injustamente, que ele nunca andou armado, e que foi morto durante uma abordagem porque estava empinando motos.


Familiares e amigos da vítima acusam a Polícia Militar (PM-PR) de ‘plantar’ a arma que supostamente estaria com Cordeiro no momento em que ele foi morto.

O caso aconteceu neste domingo (21), no quilômetro 70 da BR-277, no bairro Guatupê, em São José dos Pinhais, no sentido Curitiba.

Versão da Polícia Militar

Segundo a PM, uma viatura foi acionada para investigar um suspeito que estaria pilotando com uma arma na cintura. A denúncia chegou por meio do telefone 190.

“Fizemos o cerco junto com a Polícia Rodoviária Federal e o suspeito reagiu. Ele efetuou um disparo contra a equipe. A PM reagiu e o suspeito foi morto”, contou o Aspirante Raphael Gumbowski em entrevista à Rede Massa.

Por meio de nota, a polícia afirmou que no boletim de ocorrência consta ainda que uma arma de fogo, revólver calibre 32, foi apreendida.

Família e amigos desmentem

Familiares e amigos de Leandro Pires Cordeiro não foram convencidos pela versão. Eles alegam que o jovem nunca havia andado armado.

“O menino era trabalhador, não usava drogas, por que iria andar armado? Ele estava empinando [a moto], foram atrás dele, atiraram e jogaram uma arma velha para incriminá-lo”, contou à Rede Massa um amigo de Leandro, que preferiu não ser identificado.

A mãe da vítima também reconhece que o rapaz estava cometendo a infração de trânsito [manobras com a moto], mas nega veementemente que o filho estivesse armado.

Protesto

A morte de Leandro Pires Cordeiro motivou um grupo de cerca de 50 pessoas a fechar a BR-277 em protesto contra a ação policial. Pneus e entulho foram queimados, bloqueando todas as faixas no sentido Curitiba.

A manifestação durou pouco menos de uma hora. O trânsito foi liberado por volta das 18h.

Investigações

A Polícia Civil (PC-PR) e a Corregedoria da PM apuram o caso e as responsabilidades dos militares envolvidos na abordagem.

Colaboração Bruna Froehner/Rede Massa