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Família da copeira morta por policial protesta para relembrar o caso

(Foto: Colaboração) - Família da copeira morta por policial protesta para relembrar o caso
(Foto: Colaboração)

Amigos e parentes da copeira Rosaira Miranda da Silva, morta há quase um ano no bairro Centro Cívico, em Curitiba, fazem um protesto na tarde desta sexta-feira (8) para relembrar o caso e cobrar mais celeridade na marcação do julgamento da acusada pelo homicídio. Uma policial civil foi a autora do disparo que atingiu a vítima, que participava de uma festa de confraternização. Os manifestantes se concentraram no local onde ocorreu a morte, no dia 23 de dezembro, e seguem em passeata até o Tribunal de Justiça.

A policial foi indiciada e denunciada, mas ainda não foi marcado o julgamento. Em julho deste ano, o juiz Daniel Surdi de Avelar, do Tribunal do Júri de Curitiba, decidiu que a investigadora da Polícia Civil, Kátia das Graças Belo, iria a júri popular. Porém, os advogados da acusada entraram com um recurso, que ainda não foi analisado no Tribunal de Justiça. Por isto, os familiares e amigos fazem o protesto, com o objetivo de cobrar mais celeridade na tramitação.

Igor Salmen, advogado da família de Rosaira, contou que o processo está em trâmite desde dezembro de 2016, e não houve qualquer decisão definitiva se a policial irá, ou não, a júri. Salmen comentou que espera que em 2018 o caso seja julgado.

Para os familiares ficou a dor da perda e a sensação de impunidade. O pai da copeira, David Miranda, disse que, desde então, as comemorações de fim de ano perderam o sentido. "Rosaira gostava muito de festa, era muito alegre e sempre reunia a família. Essa policial tirou a vida de uma trabalhadora, ela matou um sonho", enfatizou Miranda.

Francisco Feliciano Leite, marido de Rosaira, disse que o ano está sendo bem difícil e que a família tenta superar a dor, mas a indignação só aumenta a medida que o júri não é marcado. Ele também lamenta muito pelo filho, que está muito abatido com a morte da mãe.

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