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Família espera quase 20 horas para liberar corpo no IML

(Foto: Rede Massa) - Família espera quase 20 horas para liberar corpo
(Foto: Rede Massa)

A família do homem que morreu em um acidente no Contorno Norte, na segunda-feira (15), em Maringá, esperou cerca de 20h para a liberação do corpo da vítima pelo Instituto Médico-Legal (IML). O acidente aconteceu entre as avenidas Jinroku Kubota e Franklin Delano Roosevelt.

O médico legista plantonista no IML em Maringá, Michael Elias Silvestre Oliveira, afirmou que a demora foi resultado da falta de profissionais na instituição. “Para fechar a carga horária, precisaríamos de oito médicos, mas só somos em cinco”, aponta Oliveira. Ele ainda calcula que o instituto precisa de, no mínimo, mais dois auxiliares de necropsia e dois auxiliares de perícia. A falta desses profissionais atrasa todo o processo.

Ainda segundo Oliveira, às terças-feiras, entre às 00h e às 19h, não há médico plantonista no IML de Maringá. Logo, se um corpo chega na madrugada de uma terça-feira, deve ser atendido apenas a partir das 19h.

O médico ainda relatou que o governo fez um concurso em 2017 e, em setembro de 2018, convocou novos médicos para a equipe do IML. Pouco tempo depois, dois novos contratados se desligaram da organização, comprometendo a escala de trabalho dos demais.

O legista confirmou que a situação está sendo estudada e deve ser solucionada em maio, com auxílio do novo diretor do IML, Aldo Pesarini.

O que diz a Sesp

A Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp) informou em nota que há um concurso em tramitação, em que dois médicos foram selecionados para atuar no IML de Maringá. "Ainda falta a etapa da nomeação que, segundo a instituição, é extremamente burocrática. Dessa forma, a Sesp afirma que não há como mensurar o tempo restante para efetivar os médicos. Além disso, os servidores ainda passarão por um processo de treinamento antes de assumirem os cargos em Maringá."

Colaboração Gabriela Pontes Neves

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