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Familiares e amigos de Andrielly fazem protesto em Morretes

Familiares e amigos de Andrielly fazem protesto em Morretes

Familiares e amigos de Andrielly Gonçalves Silva, de 22 anos, fizeram um protesto em Morretes, no início da noite desta quinta-feira (17). O grupo se concentrou na Praça Rocha Pombo, em frente à prefeitura do município. 

Eles querem respostas das polícias civil e militar e pedem agilidade nas investigações. Pois já passou mais de uma semana e ainda não qualquer informação sobre o paradeiro da jovem.

Desaparecida

A estudante de Direito está desaparecida, desde a madrugada do dia 9 de maio. Ela morava em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, e conversava com um amigo por uma ligação de vídeo, na noite do dia 8 de maio, quando teria “feito uma cara de pânico e saído para atender a porta”. O amigo da vítima relatou que a ligação foi encerrada e ele recebeu uma mensagem de texto do celular dela, horas depois dizendo que “ela não queria mais falar com ele”.

Mensagens suspeitas

O pai de Andrielly, José Apolinário da Silva, disse que desconfiou quando começou a receber mensagens de texto, pois a filha respondia por áudio e fazia chamadas de vídeo todos os dias. Além disso as mensagens eram escritas de maneira ‘fria’. "De terça até quinta à noite o celular dela estava respondendo mensagens, mas não atendia. Desde quinta-feira não conseguimos mais falar com ninguém”, afirmou o pai da jovem, que completou. “As mensagens são estranhas, não era minha filha que estava respondendo”.

Câmeras de segurança

Câmeras de segurança registraram o ex-companheiro da jovem saindo do apartamento, o policial militar Diogo Coelho Costa, que é o principal suspeito do  desaparecimento de Andrielly.

O policial militar, fardado, em uma viatura e acompanhado de outro PM, aparecem em imagens de segurança de uma residência, onde eles solicitam à moradora que forneça as imagens.

A investigação

A Polícia Civil encontrou manchas de sangue no carro do policial militar do 22º Batalhão, Diogo Coelho Costa, ex-companheiro da estudante de Direito. Que é apontado como o principal suspeito. Além disso, o veículo do soldado e o coturno foram apreendidos muito sujos, o que indica que ele andou em uma estrada de terra. Em várias partes do carro do policial havia indícios de sangue.

Os policiais da delegacia do Alto Maracanã, em Colombo, apreenderam no apartamento duas munições picotadas. O que indica que os tiros falharam na hora que, provavelmente, o policial tentou efetuar os disparos dentro do apartamento onde o casal morava.  

Todo o material foi recolhido e enviado para análise, que deve ficar pronta em 30 dias.

Segundo a Polícia Militar, o soldado está internado desde o dia 10 de maio, no hospital Bom Retiro, para tratamento de saúde e está afastado das funções. Ele está na corporação há dois anos e meio.

Com informações de Ricardo Pereira/Rede Massa