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Febre amarela: parques do litoral fecham por tempo indeterminado

(Foto: AEN)  - Febre amarela: parques do litoral fecham por tempo indeterminado
(Foto: AEN)

Após a confirmação do primeiro caso de febre amarela no Estado, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) decidiu fechar, por tempo indeterminado, as Unidades de Conservação Estaduais do Litoral. A medida é uma forma de prevenir novos casos da doença e foi tomada nesta quarta-feira (30), em conjunto com a Secretaria de Estado da Saúde.

A princípio, os parques seriam fechados somente por 15 dias, mas a prorrogação se tornou necessária com a confirmação da circulação do vírus no Paraná, após um jovem, de 21 anos, morador de Antonina, ser diagnosticado com febre amarela.

Foi recomendado que mesmo pesquisadores e outros profissionais só entrem nas unidades de conservação com a apresentação da carteirinha de vacinação que comprove a imunização contra a doença. A partir do aparecimento do primeiro caso da doença em humanos, a Secretaria de Estado da Saúde também recomenda o fechamento das unidades municipais, federais e reservas particulares.

“Temos que ampliar a vacinação em todo o Estado”, alerta o diretor do Centro Epidemiológico do Paraná, João Luís Crivellaro. De acordo com ele, a secretaria já tem especial preocupação nesta época do ano, quando a movimentação de pessoas é grande por causa das férias de verão, especialmente no Litoral, que é justamente a área em que foi confirmada a circulação do vírus.

Preservação dos macacos

O diretor também reforça a necessidade de notificação imediata da presença de macacos mortos em qualquer região do Estado e a ocorrência de casos suspeitos ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), que está em plantão permanente. Os telefones são (41) 99117-3500 e (41) 99917-0444.

Ele explica que o macaco não transmite a doença, mas é um sinalizador da circulação do vírus. Por isso é importante que não sejam maltratados ou mortos.

Sintomas

Os sintomas da doença são febre com início súbito em pessoas que nunca tomaram a vacina contra a febre amarela ou com vacinação há menos de 10 dias, e que tenham estado em áreas de matas, rios ou áreas de circulação viral comprovada nos últimos 15 dias. Essas condições devem estar associadas a outros dois ou mais sinais, como cefaleia, náusea, vômitos, dor articular, dor abdominal, dor lombar, icterícia ou hemorragias.

Colaboração AEN

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