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Frota de ônibus será renovada; primeiros ônibus novos chegam em 2018

(Foto: Pedro Ribas/SMCS) - Frota de ônibus será renovada; primeiros ônibus novos chegam em 2018
(Foto: Pedro Ribas/SMCS)

Prefeitura de Curitiba e o Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) assinaram termo de ajuste, para a renovação da frota de transporte coletivo, na tarde desta terça-feira (14). O termo ainda será homologação pela Justiça.

Segundo o Prefeito Rafael Greca, o termo coloca fim a 23 ações judiciais que tramitavam na Justiça desde 2013, o que causava um desequilíbrio financeiro e impedia a renovação dos ônibus. Os processos serão arquivados de comum acordo, entre as empresas e a Urbanização de Curitiba (Urbs).

Serão adquiridos, no mínimo, 150 ônibus novos por ano. Até 2020 serão 450 veículos novos. Os primeiros 25 novos biarticulados estarão rodando em março de 2018. Os outros 125 ônibus serão entregues ao longo do próximo ano, conforme modelo e linhas a serem definidas pela Urbs, com os gestores dos consórcios. 

“É uma medida de virtude a construção desse termo de ajuste para acabar com a disputa judicial que impede a modernização do transporte coletivo, reequilibrando a relação com os consórcios de empresas. A judicialização não faz bem ao serviço público e faz mal à população”, disse o prefeito Rafael Greca.

Atualmente, a frota de Curitiba em circulação é de 1.282 ônibus, e ainda tem a frota reserva, que totaliza 1.637 veículos. Desde 2013 não há renovação de ônibus, o que provocou um acúmulo de veículos velhos. Com o termo de ajuste, o prefeito Rafael Greca, pretende renovar cerca de 660 ônibus, ao longo de sua gestão.

O reajuste da tarifa de ônibus, em 6 de fevereiro de 2017, foi necessário para o reequilíbrio das contas, tanto para renovar a frota como para pagar em dia o serviço de operação do transporte coletivo e acabar com as paralisações constantes no sistema.

Também foi anunciada pelas Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana, na tarde desta terça-feira (14), o aumento da tarifa técnica do transporte coletivo, que subiu de R$ R$ 3,79 para R$ 4,06. A tarifa técnica é o valor que a Urbs paga às empresas de ônibus, e não será repassado ao usuário do transporte coletivo, que hoje paga R$ 4,25.

A Urbs ressalta que o transporte coletivo de Curitiba não conta com subsídios e a única fonte de receita é a tarifa paga pelos passageiros. “Devemos ter muita cautela e pés no chão para não onerar o sistema. No entanto, se for viável e dentro da sustentabilidade do Fundo de Urbanização de Curitiba (FUC), no decorrer do tempo até podemos pensar além dos 150 ônibus por ano”, afirma o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto.

A aquisição da frota é feita diretamente pelas empresas com os fabricantes de chassis e carrocerias. O investimento é amortizado pela Urbs no prazo de 10 anos, para os ônibus convencionais e 12 anos, no caso dos biarticulados. No fim da vida útil essa frota é revertida ao município, que poderá leiloar os ônibus.

Com informações da Prefeitura de Curitiba