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Golpe com moeda estrangeira faz mais de 100 vítimas e causa prejuízo de R$ 2 milhões

O dono de uma agência de viagens foi preso suspeito de cometer diversos crimes de estelionato. Ele comercializava moedas estrangeiras com pagamento antecipado, que não eram entregues aos clientes.

De acordo com a Polícia Civil, Édipo Murilo dos Santos Barbosa, de 31 anos, fez mais de 100 vítimas. O prejuízo passa de R$ 2 milhões.

Além da prisão do suspeito, foram cumpridos ainda cinco mandados de busca e apreensão em casas de câmbio, que também tiveram contas bloqueadas.

As transações cambiais eram realizadas em contas correntes de empresas de câmbio, pois a agência do suspeito não tem autorização do Banco Central para realizar as transações. Em uma das empresas de câmbio, localizada no Centro de Curitiba, foi apreendida a quantia de R$ 260 mil em moeda nacional e estrangeira.

O suspeito anunciava cotações atrativas, 25 a 30% abaixo da cotação oficial, as quais seriam entregues em um prazo médio de 35 dias, o que não acontecia. O responsável por uma das agências de câmbio envolvida no esquema informou que Édipo realizava a retirada da moeda estrangeira, e que os valores depositados diretamente pelos clientes nas contas da empresa. No entanto, continuou a comercializar a moeda mesmo depois da denúncia das vítimas.

Édipo foi preso em sua casa, em São José dos Pinhais, e confessou que estava em débito com alguns clientes. “Analisando o celular dele a gente chegou a constatar que perto de 100 vítimas estão desde agosto, setembro do ano passado cobrando esse valor”, comentou o delegado André Feltes.

“Ele falou que já vem fazendo esse tipo de transação há dois anos, inclusive as próprias vítimas, algumas delas, disseram que antigamente recebiam os valores. Só que o deságio que ele aplicava era muito menor, era R$ 0,20, R$ 0,30. Agora ele estava chegando a aplicar um deságio de R$ 1 na moeda e obviamente isso não ia se sustentar nunca. Mesmo com deságio menor, acaba sendo como uma pirâmide e em algum momento ele não vai ter capital para adimplir os contratos dele”, explicou o delegado.

De acordo com Feltes, Édipo mudou a estratégia para conseguir mais dinheiro oferecendo cotações ainda mais vantajosas. “Ele o oferecia o valor, R$ 3 o dólar, a vítima fazia uma contraproposta de R$ 2,80 e ele imediatamente aceitava. Ou seja, já predeterminado a fraudar, angariar esse valor. Estamos tentando descobrir o que ele fez com esse dinheiro”.

Se condenado, ele pode cumprir de dois a cinco anos de reclusão para cada um dos estelionatos supostamente praticados.

Colaboração Polícia Civil