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Gravações mostram acionamentos à PMPR antes de feminicídio

(Foto: Reprodução) - Gravações mostram acionamentos à PMPR antes de feminicídio
(Foto: Reprodução)

Uma sindicância deve apurar o atendimento prestado pela Polícia Militar do Paraná após os acionamentos realizados por moradores do bairro Santa Terezinha, na Fazenda Rio Grande na madrugada de 14 de janeiro deste ano. A corporação recebeu ao menos oito ligações para denunciar o caso de agressão contra Daniela Eduarda Alves, que foi assassinada pelo marido naquela noite.

Gravações das chamadas para a Polícia Militar mostram o desespero dos moradores da rua Simeão e arredores, que ouviram os gritos de socorro da vítima. Nas ligações, os solicitantes usaram expressões como “ele tá arrebentando ela no cacete”, “a mulher está gritando muito e tem uma criança junto”, “acho que ele está espancando a criança também”. As gravações mostram que a situação durou um longo tempo, pois uma das denunciantes afirmou que já não conseguia mais ouvir os gritos da vítima enquanto outra achou que ela já estava morta.

Em alguns casos, os denunciantes ligaram mais de uma vez para o número 190, cobrando a presença da polícia no local e questionando a demora no atendimento. Os atendentes argumentaram que as viaturas da PMPR estavam em outras ocorrências e que o registro já estava feito.



Além dos vizinhos do casal, o padrasto de Emerson Bezzera da Silva, que confessou o crime, também chamou a polícia depois que o rapaz apareceu em sua casa com a roupa ensanguentada. Ele também pediu que uma viatura fosse até a casa onde Daniela foi encontrada morta. Emerson está preso.

Falha

A Polícia Militar se manifestou por meio de nota, em que informou que "já iniciou uma apuração sobre o caso". 

A Polícia Militar recebeu chamados e no momento das ligações as viaturas que atuam na região estavam em atendimento a outras ocorrências. No entanto, assim que uma foi liberada, a PM encaminhou a equipe policial ao local.

A Corporação não mede esforços para atender a população, tanto que continuou diligências até encontrar o suspeito. Logo após o crime, as equipes policiais militares do 13º Batalhão de Polícia Militar receberam denúncias e localizaram o homem na casa da família dele no bairro Sítio Cercado, em Curitiba. Ele foi preso e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Fazenda Rio Grande.

Por reconhecer a complexidade dos fatos, a Polícia Militar já iniciou uma apuração sobre o caso.


O governador Ratinho Junior comentou o caso, que classificou como uma “falha grave”. “É uma falha, uma falha grave, não tem desculpa para isso. O que nós temos que fazer é poder, de alguma maneira, é amenizar levando mais eficiência para a prestação de serviço da população”, comentou.

Ele disse ainda que foi aberta uma sindicância pela secretaria de estado de Segurança Pública para “apurar se houve realmente algum tipo de falha no atendimento”. O objetivo é verificar “se a viatura não pode ir porque realmente estava atendendo algum tipo de ocorrência. E os procedimentos estão sendo feitos de forma interna pela Polícia Militar”, afirmou.

O governador afirmou ainda que pretende otimizar o atendimento com medidas a longo prazo, especialmente em relação às condições da frota de viaturas. O Governo do Estado estuda a possibilidade de aluguel de viaturas, que garante a rápida reposição dos veículos.

Colaboração Rede Massa