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Homem suspeito de armar emboscada para matar fazendeiro é preso

(Foto: Divulgação/Polícia Civil) - Homem suspeito de armar emboscada para matar fazendeiro é preso
(Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Um homem foi preso suspeito de ser o mandante do homicídio contra o dono de uma fazenda, registrado no dia 14 de novembro de 2017, no bairro Capão Grosso, em São José dos Pinhais. O suspeito, preso na última terça-feira (19), teria armado uma emboscada para a vítima, que foi morta com diversos tiros.

Marcos Antônio de Oliveira, de 50 anos, teria contratado outros dois homens, identificados como Daniel José dos Santos do Vale – morto em um confronto com a Polícia Militar (PM) em outra situação – e João do Espírito Santo, que segue foragido. A motivação seria o interesse do suspeito nas terras da vítima, Osmar Tomio, de 41 anos. “Ele tinha um interessante muito grande naquelas terras, e esse motivo torpe, financeiro, fez ele contratar dois responsáveis para irem até lá e atirar”, explicou o delegado responsável pelo caso, Michel Carvalho.

De acordo com a investigação, Marcos havia se tornado amigo da vítima e, por este motivo, sabia da sua rotina. “O Marcos fez uma emboscada, levou os dois autores até o local e deixou os rapazes lá. Depois, seguiu o carro da vítima, pois como era amigo dele, sabia da rotina. Neste momento, indicou para os autores o carro de Osmar, que parou para atender um telefonema e foi atingido por vários disparos”, detalhou.

Carvalho explicou que o suspeito afirmou à polícia que tinha ido até o local fazer um trabalho espiritual às margens do rio, o que foi derrubado durante a investigação. “Ele tinha uma paixão por aquelas terras, acreditava que seria a grande jogada da vida dele. Como o Osmar já não tinha mais o interesse em vender a fazenda, a ideia foi tirar ele da jogada para negociar, posteriormente, com os herdeiros”, disse.

O filho da vítima, Norberto Tomio, relatou que Marcos conheceu seu pai após saber que o terreno estava à venda, e propôs ser o intermediador da venda. “A ideia era criar uma espécie de condomínio ali, aí ele ficou trabalhando nesse projeto com meu pai mais de um ano, morando na área. Em 2016, porém, foi descoberto que isso era um golpe, que o grupo que estava por trás desse golpe estava praticando isso em vários estados do Brasil”, disse.

Com a descoberta, Osmar ficou desconfiado do envolvimento do suspeito com os golpistas e, de acordo com seu filho, pediu para que o homem deixasse a área. “Ele relutou em sair, mas deixou o local e, depois, voltou a procurar meu pai para refazer os negócios de outra maneira. Meu pai, em vida, falou que enquanto estivesse vivo não faria negócio com o Marcos, e assim foi criada essa desavença”, finalizou.

O homem deve responder pelo crime de homicídio qualificado pelo motivo torpe e pela emboscada.

Informações Polícia Civil