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Júri decide sobre culpa ou inocência de acusado de matar a esposa

Acontece nesta quinta-feira (14), no Tribunal do Júri em Francisco Beltrão, o julgamento de José Frizanco, de 60 anos acusado, de acordo com o Ministério Público, de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O réu foi apontado como responsável pelo desaparecimento e consequente morte da então esposa, a costureira Marli Frizanco. Apesar da acusação e de o homem estar preso desde novembro de 2016, o corpo nunca foi encontrado.

Os repórteres Monique Sfoggia e Evandro Artuzi, da Rede Massa, conversaram com acusado antes do início da sessão. José Frizanco nega que tenha cometido os crimes a ele atribuídos. “Minha expectativa é de vitória, mas mesmo que fique em liberdade, mesmo a Marli retornando, eu não serei mais o mesmo homem”, disse.

Ele relatou que o período de prisão tem sido bastante difícil. “Tem sido bem atormentado, me tiraram de um tratamento cirúrgico e me colocaram na cadeia, tudo por picuinha e fofoca. Duvido que tenha uma testemunha que prove que eu tenha qualquer relação com esse crime”, afirma. “De minha parte não há crime, tem que ver se o outro não fez”, acrescenta.

José Frizanco foi preso em novembro de 2016 e segue custodiado na Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão. Marli da Silva Frizanco desapareceu em fevereiro de 2016. Eles foram casados por mais de 25 anos e tiveram duas filhas. As duas afirmam que “o relacionamento dos pais sempre foi conturbado, tanto, que para elas, o pai é o responsável pelo desaparecimento da mãe”.

Uma das filhas relata que estava grávida de quatro meses quando tudo aconteceu e que tem certeza que a mãe não sumiria naquele momento.

O acusado sempre negou que tenha relação com o crime e diz que “a mulher saiu de casa por conta própria. Durante a fase de investigações, a polícia localizou escondidos na casa do casal um revólver de calibre 38 e um facão, além dos documentos originais de Marli.

O Ministério Público afirma que apesar da declaração do réu, e do fato de o corpo nunca ter sido localizado, existem provas testemunhas e documentais que comprovam a autoria do crime.

Colaboração Monique Sfoggia/Evandro Artuzi/Rede Massa