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Júri popular dos acusados de assassinar Paolicchi é suspenso em Maringá

Júri popular dos acusados de assassinar Paolicchi é suspenso

Três acusados da morte do ex-secretário municipal de Fazenda de Maringá, Luís Antônio Paolicchi, iriam à júri popular nesta quinta-feira (2). Porém, a defesa conseguiu a suspensão do tribunal e pede a nulidade do processo, sob as acusações de que a polícia teria usado escutas ilegais e técnicas de tortura para forçar a confissão dos réus.

O corpo de Paolicchi foi encontrado no porta-malas de um carro, em outubro de 2011, no distrito de Floriano. No fim de novembro daquele ano, a Polícia Civil deflagrou a Operação Nero e prendeu os acusados, entre eles Vagner Eizing Ferreira Pio, então companheiro de Paolicchi. Ele, Valdir Ferreira Pio e Eder Ribeiro da Costa estariam no banco dos réus nesta quinta-feira.

O trio teria cometido o crime para ficar com a herança do ex-secretário, com quem Vagner tinha um contrato de união estável. Luís Antonio Paolicchi é um nome bastante conhecido na história política de Maringá, envolvido em diversas denúncias de corrupção, em um esquema que teria desviado R$ 100 milhões à época dos cofres da prefeitura.

A denúncia

Segundo o Ministério Público, no dia 26 de outubro de 2011, os três réus se encontraram para fechar os detalhes do crime. Depois, Vagner seguiu de carro até a casa em que morava com Luís Antonio Paolicchi, seguido por Valdir Ferreira Pio e Eder Ribeiro da Costa em uma moto, que ficaram escondidos.

O companheiro pediu ao ex-secretário que o levasse até o Hospital do Câncer, onde visitaria a avó internada. Paolicchi deixou Vagner no local e, quando retornava para o carro, foi rendido por Eder Ribeiro da Costa, que simulou um assalto, amarrou a vítima com fita adesiva e a colocou no porta-malas.

Costa assumiu a direção do carro e seguiu até o distrito de Floriano, onde teria atirado cinco vezes, assassinando Paolicchi. Os réus chegaram a confessar, mas agora a defesa alega que a autoria do crime foi assumida com base em tortura. Enquanto corre o pedido de nulidade, o júri foi suspenso e remarcado para fevereiro de 2017.

Colaboração Célia Martinez e Murilo Gatti da Rede Massa