Você poderá alterar sua localização a qualquer momento clicando aqui.
Ocultar   |   Alterar cidade
Você está vendo conteúdo de Curitiba e região.
Ocultar   |   Alterar cidade

Justiça determina que PM mantenha distância mínima de ex após agressões

(Foto: Reprodução) - Justiça determina que PM mantenha distância mínima de ex após agressão
(Foto: Reprodução)

A Justiça de Paranaguá determinou que o sargento Feltz, acusado de agredir e ameaçar a ex-namorada no último sábado (12), respeite uma distância de 300 metros da vítima. Imagens de câmera de segurança registraram as agressões, que aconteceram dentro da farmácia em que a mulher trabalha, no bairro Parque São João.

A medida protetiva também proíbe que o policial militar se comunique, através de qualquer meio, com a vítima, familiares dela e testemunhas do caso. Além disso, a juíza determinou que o sargento só poderá portar arma de fogo durante o horário de trabalho.

O policial militar, que atua no 9º Batalhão da Polícia Militar (BPM), foi afastado das funções operacionais de corporação e teve sua arma recolhida dias após as agressões serem divulgadas. Em nota, o Comando afirmou que um procedimento foi aberto para apurar as circunstâncias do fato.

“A PM não compactua com desvios de conduta de seus integrantes e quando há comprovação legal, adota os canais de saneamento e correção, observados os direitos de ampla defesa e do contraditório para qualquer Militar estadual”, completa a nota.

O caso

Imagens de câmera de segurança de uma farmácia registraram o momento que o homem, identificado como sargento Feltz, chegou ao local e, alterado, começou a discutir com a ex-namorada. Em seguida, o PM agrediu a mulher e a puxou pelo cabelo, jogando objetos da loja contra ela. O motivo das agressões seria o fim do relacionamento do casal, situação que o policial não aceitava.

De acordo com a vítima, ao chegar na farmácia, o sargento pediu para que os dois conversassem do lado de fora e, ao ter o pedido negado, a puxou pelo cabelo. “Ele pegou e falou ‘não, você vai conversar comigo lá fora’, e me puxou pelo cabelo. Aí eu me debati e saí, pois se eu fosse para fora acho que teria sido pior. Nisso ele pegou, começou a xingar, falar um monte de besteira, disse que eu não ia ter paz e que ia acabar comigo”, relatou.

Em seguida, o policial pediu para ver uma tatuagem que a mulher tinha com o seu nome. “Ele falou que o que eu sentia por ele era falso, que eu era falsa, que nunca amei de verdade e pediu para ver a tatuagem. Perguntou se eu cobri e disse que cobri, daí ele começou a agressão, começou a jogar tudo que tinha em cima e a ameaçar”, disse.

A vítima afirmou, ainda, que o ex estava armado e chegou a ameaçar outro funcionário do estabelecimento, que tentou intervir na briga. Por fim, o sargento quebrou a motocicleta da vítima ao deixar a farmácia.

Colaboração Lucas Rocha/Rede Massa

Grupo do Massa News no WhatsApp

Receba as principais notícias do dia direto no seu celular.

  Entrar no grupo