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Morte de agente penitenciário em Cascavel partiu do PCC, diz Polícia Federal

A Polícia Federal elucidou a morte do agente penitenciário federal Alex Belarmino, morto no dia 2 de setembro em Cascavel, no Oeste do Paraná. De acordo com as investigações, o crime foi encomendado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) e a ordem partiu de dentro do presídio.

O agente de 35 anos estava dentro de uma viatura descaracterizada quando foi atingido. No momento em que ele passava por uma lombada, um atirador chegou e disparou pelo menos dez vezes. Belarmino continuou dirigindo, mas perdeu o controle da direção e bateu de frente com uma caminhonete que vinha em sentido contrário.

De acordo com o delegado da Polícia Federal Celso Mochi, o crime foi planejado durante três meses e envolveu 15 pessoas, sendo que 12 já estão presas em Catanduvas e Porto Velho. Os três homens que executaram o assassinato estão foragidos.

A ordem para matar Alex partiu de Roberto Soriano, um dos integrantes da alta cúpula da facção. “Ele entendeu que estava ocorrendo opressão dentro do presídio federal e mandou matar o agente. Quem conhece os presídios federais sabe que as condições são as melhores possíveis”, defendeu Mochi.

O recado foi repassado a outro integrante do PCC durante um dia de visita no complexo. Os bandidos alugaram uma casa por três meses no bairro Nova York. Eles tinham informações de que agentes federais moravam na região.

Alex, que estava em Cascavel há menos de uma semana, por coincidência, alugou uma casa ao lado da residência dos bandidos. No dia do crime, saiu para trabalhar e acabou morrendo com pelo menos seis tiros calibre 9 mm.

Roberto Soriano também é conhecido como "Betinho Tiriça". Ele é acusado de vários crimes e mandante da morte de alguns policiais.  O diretor da Penitenciária de Catanduvas, Marcelo Stona, afirma que, apesar da morte de Alex, o rigor dentro do presídio será mantido.

Colaboração: Cristiane Guimarães/Rede Massa.