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MPPR denuncia 14 por fraude na licitação do transporte coletivo de Curitiba

Foto: Pedro Ribas/SMCS - MPPR denuncia 14 por fraude na licitação do transporte coletivo
Foto: Pedro Ribas/SMCS

O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou 14 pessoas, nesta sexta-feira (13), por fraude na licitação para a concessão do transporte coletivo de Curitiba. A denúncia é um desdobramento da Operação Riquixá, realizada pelos núcleos de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).

De acordo com o MPPR, a maior parte dos denunciados é ligada a um grupo empresarial que se dividiu para ocupar majoritariamente os três consórcios que disputaram (e venceram) a Concorrência Pública de Curitiba, e que possui concessões do transporte coletivo em vários municípios paranaenses. Também são requeridos um advogado (que fazia parte do núcleo técnico da organização criminosa, já denunciado no âmbito da operação), técnicos ligados a uma empresa de engenharia e três pessoas que ocupavam altos cargos na Urbs à época (presidente, diretor de Transporte e diretor da área de Operação do Transporte Coletivo).

Na denúncia, o Gaeco e o Gepatria de Guarapuava apontam que os réus praticaram os crimes de associação criminosa, fraude à licitação e falsidade ideológica.

Organização criminosa

Deflagrada em junho de 2016, a Operação Riquixá investiga organização criminosa que fraudava licitações de transporte coletivo em várias regiões do país. Os réus denunciados nos diversos feitos da Operação Riquixá são ligados a um escritório de advocacia, além de sócios de três empresas de engenharia, que utilizavam seus conhecimentos técnicos para dissimular o direcionamento das concorrências e empresários do ramo de transporte coletivo, além dos agentes públicos de diferentes Municípios que franquearam ao grupo criminoso a possibilidade das práticas criminosas.

Empresas do Transporte Coletivo

Em nota, o Setransp, que representa as empresas de ônibus que atuam no transporte coletivo de Curitiba, informou que "seu corpo jurídico vai aguardar o recebimento da denúncia para se posicionar".

Com informações do MPPR

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