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Mulher é acusada de fingir câncer para arrecadar dinheiro em Apucarana

Acusada tem foto sendo transportada pelo helicóptero do BPMOA (Foto: Divulgação) - Mulher é acusada de fingir câncer para arrecadar dinheiro
Acusada tem foto sendo transportada pelo helicóptero do BPMOA (Foto: Divulgação)

A Polícia Civil de Apucarana investiga uma mulher acusada de mentir sobre um tratamento de câncer para arrecadar dinheiro. Duas amigas que vinham ajudando a suposta paciente passaram a desconfiar da doença, levantaram indícios e denunciaram o caso, o que levou a abertura de um inquérito policial.

A dona de um centro de estética, uma das denunciantes, contou que conheceu Nerileine Aguilar Miranda, que teria recentemente se curado de um caso de leucemia, em 2014. Comovida com a história, a empresária passou a incentivá-la e chamou inclusive para trabalhar em seu estabelecimento.

Em julho deste ano, Nerileine declarou que precisava fazer exames caros, mas não tinha dinheiro, e pediu para usar o nome do centro em uma rifa beneficente. Em seguida, no mês de agosto, outra promoção, desta vez uma macarronada, inclusive com envolvimento do comércio de Apucarana e entidades, para pagar o tratamento de um novo câncer que havia tomado seu intestino.

Nas promoções foram arrecadados cerca de R$ 15 mil e a suposta paciente foi a Curitiba para uma cirurgia. Porém, no mesmo dia em que alega ter passado pelo procedimento, a Polícia Civil obteve um comprovante de um hotel da capital com check-in da acusada.

A dona da clínica passou a desconfiar da então amiga devido à rápida recuperação da cirurgia. Outra então amiga também começou a ter dúvidas em virtude das histórias com contradições e o recibo de um celular que teria sido dado de presente por um médico, mas tinha Nerileine na nota fiscal.

Investigação

O delegado José Aparecido Jacovós declarou que há fortes indícios de um golpe, mas que o inquérito ainda está em fase inicial. Um dos fatos que serão apurados será o uso do helicóptero do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), onde trabalha um parente da suspeita. Há inclusive uma foto dela na aeronave em sua página pessoal do Facebook.

O BPMOA confirmou que foi feito o transporte porque o soldado parente da vítima alegou que ela estava mal. A equipe confiou no testemunho e autorizou a viagem, mesmo sem a apresentação de documentos, até porque havia ajudado financeiramente com o tratamento. Uma sindicância foi aberta para apurar o caso.

Em entrevista à Rede Massa, por telefone, Nerileine negou as acusações. Seu advogado informou que só vai se pronunciar no inquérito, mas reiterou que a cliente se apresenta como inocente. À Polícia Civil, a acusada alega que teria sido enganada pelo médico com quem se consulta há anos.

Colaboração Fernando Rípoli da Rede Massa