Você poderá alterar sua localização a qualquer momento clicando aqui.
Ocultar   |   Alterar cidade
Você está vendo conteúdo de Curitiba e região.
Ocultar   |   Alterar cidade

Nova fase da Lava Jato cumpre mandado em Londrina

(foto: Google Maps/Reprodução) - Nova fase da Lava Jato cumpre mandado em Londrina
(foto: Google Maps/Reprodução)

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (10) a 36ª fase da Operação Lava Jato, denominada Operação Dragão.

Estão sendo cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva por 90 policiais em cidades do Paraná, São Paulo e Ceará.

Em Londrina, um mandado de busca e apreensão foi na concessionária de pedágio Econorte. Uma caminhonete da PF deixou o local pouco depois das 9h. Em nota, a Triunfo Econorte informou que desconhece qualquer ligação entre a empresa e a operação, e informa também que está colaborando com as autoridades para o andamento dos trabalhos.

Uma coletiva de imprensa marcada para as 10h na sede da PF em Curitiba para dar mais detalhes dos envolvidos.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Federal, são apuradas práticas de corrupção, manutenção de dinheiro no exterior e lavagem de dinheiro derivados de negociações entre empresas e empreiteiras brasileiros com executivos e funcionários da Petrobras.

 O nome “dragão” dado à investigação policial é uma referência aos registros na contabilidade de um dos investigados que chamava de “operação dragão” os negócios fechados com parte do grupo criminoso para disponibilizar recursos ilegais no Brasil a partir de pagamentos realizados no exterior.

São investigados Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran, operadores financeiros especializados na lavagem de capitais de grandes empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato.

Rodrigo Tacla Duran foi responsável por lavar dezenas de milhões de reais por intermédio de pessoas jurídicas por ele controladas. Diversos envolvidos no caso valeram-se dessas empresas a fim de gerar recursos para realizar pagamentos de propina, como a UTC Engenharia e a Mendes Júnior Trading Engenharia, que repassaram, respectivamente, R$ 9.104.000,00 e R$ 25.500.000,00 ao operador financeiro entre 2011 e 2013. No mesmo período, outras empresas contratadas pela administração pública também realizaram depósitos de mais de R$ 18 milhões com o mesmo destino.

As investigações também comprovaram que Adir Assad, por meio de transferências de contas mantidas por suas empresas em território nacional, repassou R$ 24.310.320,37 para Rodrigo Tacla Duran. No mesmo sentido, empresas ligadas a outro operador, Ivan Orefice Carratu, pessoa ligada a Duran, receberam de Adir Assad a quantia de R$ 2.905.760,10.