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Operação em Araucária para prender cinco policiais civis

(Foto: Reprodução) - Operação em Araucária para prender cinco policiais civis
(Foto: Reprodução)

A Polícia Civil informou, por meio de assessoria de imprensa, que a Corregedoria Geral da instituição está acompanhando uma operação deflagrada pelo Gaeco na manhã desta quarta-feira (15). A ação tem o objetivo de prender cinco policiais civis de Araucária.

De acordo com a Polícia Civil, os servidores são suspeitos pelo crime de concussão (crime praticado por funcionário público, que exige vantagem indevida direta ou indiretamente) e será aberto um procedimento administrativo interno para apurar as responsabilidades administrativas dos policiais.

Atualização

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, informou que a Operação NFL teve o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva, sendo que cinco presos são policiais civis. O sexto preso é uma pessoa que agia como se fosse policial na delegacia da cidade e não é agente público.

As investigações apontaram que "o pseudo policial agia usurpando função pública em combinação e com o aval dos policiais. Ele fazia levantamentos em residências onde havia suspeita de alguma prática criminosa e em certos casos negociava valores para que, já na delegacia, os policiais aliviassem a situação da pessoa envolvida. Além disso, agindo como se fosse agente público, cobrava dinheiro em nome da Polícia Civil para um suposto calendário", traz a nota divulgada pelo Gaeco.

Em um dos casos apurados, "dois policiais exigiram dinheiro para alterar a situação de uma pessoa detida - em vez de tráfico de drogas, classificariam a comunicação oficial à Justiça como uso de entorpecente. Chegaram, inclusive, a devolver uma pequena porção de droga ao detido", de acordo com o Gaeco. O grupo ainda cita uma situação de uma negociação em que foram pedidos R$ 40 mil, um veículo e um relógio "para deixar de anotar que a pessoa presa tinha outro envolvimento em outro crime, em que figuraria com nome distinto, o que poderia piorar a situação dela perante o Judiciário". Também foi identificada a exigência de R$ 50 mil de suspeitos de homicídio para não solicitar prisão cautelar à justiça.

O Gaeco ainda comunicou que foi apresentada denúncia criminal em face de todos os envolvidos, contemplando os crimes de associação criminosa, peculato, concussão e corrupção passiva. O nome da operação, NFL, é referente às iniciais dos nomes de alguns dos envolvidos no caso.

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