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“Os poderosos devem responder como as demais pessoas”, diz Sérgio Moro

- “Os poderosos devem responder como as demais pessoas”, diz Sérgio Moro

Em palestra na noite desta quarta-feira (23), o juiz federal Sérgio Moro falou sobre as similaridades entre a Operação Mãos Limpas, que aconteceu na Itália, em 1941, e a Operação Lava Jato, da qual é responsável pelos processos no Brasil e que investiga irregularidades em contratos públicos com a Petrobrás.

Recebido com muitos aplausos, Moro palestrou logo depois que o procurador de justiça do Ministério Público do Paraná (MP-PR), Rodrigo Chemin, chamado por Moro como o “maior especialista sobre a Operação Mãos Limpas do Brasil”.

Durante as declarações sobre a Lava Jato, o juiz federal disse que quando iniciou na operação achou que era algo somente criminal, mas chegou à conclusão de que é algo um pouco além e tem a ver com “a continuidade da nossa democracia”.

Sobre as acusações que sofreu sobre o abuso de autoridade, Moro disse não crer que “haja nenhum tipo de aprisionamento excessivo na Lava Jato”.

Pouco antes de finalizar a apresentação, Moro disse que os “privilégios são pouco aceitáveis, mas em alguns casos deve ser dirigido para pessoas mais vulneráveis e nunca para os poderosos”, disse o juiz que ainda falou que “devemos sair do modelo de privilégio para um modelo de responsabilidade, onde os poderosos respondam pelos seus atos como todas as demais pessoas”

Para Moro, o modelo de privilégio não está enraizado como muitos pensam, mas tem seus defensores. “As pessoas culpam os portugueses pela corrupção no Brasil, mas não dá para culpar alguém depois de 500 anos. Não existe mudança sem que haja turbulência”.

O juiz federal finalizou com uma frase que foi amplamente aplaudida pelo público. “Democracia é o poder do povo e devemos exigir que ela seja aprimorada”.