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Pecúlio: empreiteiro diz que só pagou propina porque se sentiu intimidado

Colaboração: Roberta Campos/Rede Massa. - Pecúlio: empreiteiro diz que pagou propina porque se sentiu intimidado
Colaboração: Roberta Campos/Rede Massa.

Mais réus da Pecúlio foram interrogados nesta sexta-feira (18) pela Justiça Federal em Foz do Iguaçu. A Operação investiga desvios de recursos públicos por meio de licitações fraudulentas firmadas pela administração municipal.

O empresário Paulo César Araújo foi citado na delação premiada do ex-diretor de Pavimentação, Aires Silva. Ele é acusado de pagar propina de R$ 20 mil. O dinheiro teria sido entregue a Aires a mando do então secretário de Obras, Carlos Budel. Paulo considerou o pedido uma exigência e disse que só fez o pagamento porque se sentiu intimidado.

O ex-engenheiro da Empreendimentos Queiroz e da Terraplenagem ST também foi interrogado. Michael Sensato foi acusado de participar das fraudes no superfaturamento de medições das obras na região.

A maior parte dos valores das medições, A Maior, como era chamada pelos envolvidos, seria repassada ao prefeito Reni Pereira. O restante iria para o mensalinho dos parlamentares. O valor era uma espécie de recompensa a fim de que eles votassem a favor de projetos de interesse do prefeito.

As acusações contra Michael partiram de um dos delatores da Operação Pecúlio, o empresário Nilton Beckers. Michael disse que, enquanto funcionário, não teve acessoa a valores. Apenas era responsável por enviar relatórios sobre os procedimentos de execução das obras. Ainda segundo o engenheiro, o descrição dos valores e as notas fiscais eram emitidas pela Empreendimentos Queiroz.

Em relação às fraudes nas medições, ele afirma que não participou desse  tipo de serviço.

Colaboração: Roberta Campos/Rede Massa.