Você poderá alterar sua localização a qualquer momento clicando aqui.
Ocultar   |   Alterar cidade
Você está vendo conteúdo de Curitiba e região.
Ocultar   |   Alterar cidade

Pedreiro diz que realizou sepultamento em 2013 a pedido da primeira-dama

(Foto: Antônio de Picolli / Tribuna do Vale) - Pedreiro diz que prefeito sabia dos serviços ofertados por ele
(Foto: Antônio de Picolli / Tribuna do Vale)

Acusado de chefiar um comércio ilegal de sepultamento no Cemitério Municipal de Jaboti, Marciel Sales da Luz rebateu na sexta-feira (7), as declarações do prefeito Vanderlei de Siqueira e Silva (PSDB), o ‘Lei da Lica’, sobre o caso. Segundo o pedreiro, tanto Silva como sua mulher sabiam do serviço oferecido por ele. Inclusive, a primeira dama Eliete Barbosa já teria o contratado para realizar um sepultamento.

Conforme o pedreiro, o serviço foi prestado no dia 3 de abril de 2013 para atender uma família carente através Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do município. “A Eliete (Barbosa) veio até a minha casa durante a noite e perguntou se eu poderia sepultar o corpo de um menino de 9 anos que havia acabado de falecer. Combinamos o preço do serviço (R$ 120), e no dia seguinte realizei o serviço”, revela. “Como disse anteriormente, reconheço que não estou legalizado junto à prefeitura para exercer a função de coveiro, mas a primeira dama e o prefeito então deveriam ter feito alguma coisa para me impedir invés de me contratar para um sepultamento”, avalia.

Marciel da Luz criticou as declarações do prefeito e disse que não pretende discutir mais sobre a cobrança dos serviços prestados à empresária Gilvanete Maia Bertolini. “O prefeito sempre soube de tudo e deveria dizer a verdade. Repito: ofereço os serviços na cidade desde 2012, por que ninguém havia reclamado quanto à legalidade até a semana passada, principalmente o prefeito?”, questiona. “Como em tantos outros casos, procurei meios de receber pelos serviços que prestei à família da Gilvanete, inclusive através da própria prefeitura. Mas optei por deixar isso tudo de lado, inclusive o trabalho como coveiro particular”, conclui.

Outro lado

A primeira-dama de Jaboti, Eliete Barbosa, a Lia, disse ontem através da sua assessoria que jamais o procurou para fazer sepultamento e que nunca teve conhecimento das irregularidades cometidas no cemitério. O prefeito Vanderlei de Siqueira e Silva reafirmou que não tinha conhecimentos das irregularidades e determinou abertura de sindicância para investigar as denúncias.

Entenda o caso

Marciel Sales da Luz é acusado de cobrar por sepultamentos no Cemitério Municipal de Jaboti, serviço oferecido gratuitamente pela prefeitura. A denúncia foi feita pela empresária Gilvanete Maia Bertolini, de Santo Antônio da Platina, que acusa o pedreiro de cobrar uma dívida da família no valor de R$ 600 referente ao enterro de seu pai no dia 9 de março.

O pedreiro reconhece que a prática como coveiro seria ilegal, porém, se defende dizendo que sempre prestou o serviço sem qualquer forma de impedimento pela prefeitura.

O prefeito Vanderlei de Siqueira e Silva informou que desconhecia a prática até então, e que o caso será resolvido pelo departamento jurídico da prefeitura.

Colaboração Luiz Guilherme Bannwart/Tribuna do Vale