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PM e PC falam sobre morte de policial e incêndio na CIC

PM e PC falam sobre morte de policial e incêndio na CIC

A Polícia Militar esclareceu, na manhã deste sábado (8), em uma coletiva de imprensa realizada no Quartel do Comando Geral, em Curitiba, a morte do soldado Erick Norio, morto na Vila Corbélia, na Cidade Industrial de Curitiba na madrugada de sexta-feira (7), e o incêndio que destruiu 300 residências, registrado no mesmo local durante a noite. Estavam presentes na coletiva, representantes da Polícia Militar e Civil.

De acordo com a Polícia Militar, Erick foi atingido por tiros de rajada, de uma metralhadora 9mm. O soldado estava no local durante o atendimento a uma ocorrência de perturbação do sossego. Ao chegar ao endereço, os policiais que estavam na viatura perceberam uma moto obstruindo a passagem. Erick então desceu do automóvel oficial da corporação e foi baleado.

Outras mortes

Além do policial militar, outras duas pessoas morreram baleadas na região na sexta-feira (7). Uma delas se trata de um homem identificado como Pablo, que foi assassinado logo depois de Erick. De acordo com o delegado da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Osmar Feijó, a suspeita é de que ele tenha envolvimento na morte do policial e que foi assassinado por comparsas como “queima de arquivo”. Pablo já estava sendo investigado pela delegacia de homicídios por outros crimes.

O outro morto seria um adolescente, assassinado pouco antes do incêndio começar. O delegado afirmou que, devido ao tumulto na região, a equipe demorou muito para chegar até o endereço do jovem baleado e ele não resistiu aos ferimentos. Os homicídios serão investigados, mas até o momento não há ligação oficial entre as mortes.

Incêndio

Depois do incêndio que destruiu cerca de 300 barracões na invasão da Vila Corbélia, muitos moradores da região relataram que policiais militares seriam os responsáveis por colocar fogo nas casas. As denúncias eram de que agentes estariam invadindo as casas da Vila de forma agressiva e truculenta. Uma moradora, que não quis se identificar, contou que os policiais faziam ameaças e que chegou a ouvir de um dos agentes que “tacariam fogo na favela”.  

Durante a coletiva de imprensa, a Polícia Militar se manifestou a respeito dos boatos, classificando as denúncias como “falácias, mentiras e fake news”. “Queremos que essas pessoas que disseram [que policiais teriam iniciado o incêndio] venham, temos uma Corregedoria aberta, tragam imagens”, comentou o Tenente Antônio Zanatta Neto. Conforme a polícia, essas informações estariam sendo disseminadas para manchar a imagem da corporação. “Todas as abordagens foram embasadas, o que estamos sentindo é uma inversão de valores, uma marginalização da Polícia Militar, isso nós não vamos admitir”, pontuou.

Em relação a como o fogo teria começado, a polícia responsabiliza traficantes da região como autores do incêndio. “A informação que nós temos até o momento é de que não foram policiais militares, muito pelo contrário (...) a informação que nós temos foi de que foi por uma rivalidade, mas não da Polícia Militar ou Polícia Civil, e sim entre as facções que moram e agem naquela região. Nós não temos dúvida que foram bandidos, estamos trabalhando para esclarecer todos os fatos”, enfatizou o tenente.

Colaboração Lucas Rocha/ Rede Massa