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Polícia acredita em acerto no tráfico de drogas como atentado no Capão Raso

(Foto: Iverson Vaz/Rede Massa) - Polícia acredita em acerto no tráfico de drogas como atentado em festa
(Foto: Iverson Vaz/Rede Massa)

A disputa por pontos de tráfico de droga pode ter sito o motivo para o tiroteio ocorrido na noite da última sexta-feira (26), durante uma festa no bairro Capão Raso, em Curitiba. Dez pessoas foram baleadas e, entre elas, duas morreram no hospital. De acordo com a polícia, cerca de 50 tiros foram disparados.

As investigações já indicam um possível alvo dos atiradores. É um homem de 33 anos que tem passagem por roubo, tráfico de drogas e falsidade ideológica. Ele recebeu alta do hospital neste domingo (27).

“Ainda estamos investigando a ligação dele com as pessoas [que estavam na festa]. Pelo que nos informaram, ele era amigo de algumas dessas pessoas e por isso estava frequentando aquele local. Os seus desafetos tomaram conhecimento de que ele estaria nesta casa e impetraram essa ação violenta”, comentou o delegado Osmar Feijó, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A polícia ainda não identificou, no entanto, quem são os atiradores e nem que região por tráfico de drogas estava em disputa.

Testemunhas disseram que quatro homens participaram da ação. Elas viram ainda um veículo Santa Fé deixando a rua Frei Teófilo. Um carro com características semelhantes e com alerta de roubo foi encontrado durante as investigações e vai passar por uma perícia.

Entre as vítimas, mais uma tinha passagem pela polícia, por roubo e sequestro. Ainda não foi confirmada se a pessoa também seria alvo dos atiradores. Já as demais não tinham registro na polícia. As vítimas que morreram no hospital são Leandro Tavares, de 24 anos, e Casemiro Wojcik, de 62.

O delegado ainda comentou o fato de pessoas que não teriam relação com a disputa serem baleadas. “É comum as ações dirigidas exatamente para a pessoa que seria o desafeto dos marginais. Não é normal eles atingirem diversas pessoas, a não ser que essas pessoas tentem uma agressão contra esses agressores”, disse. De acordo com ele, o alvo “estava no local na hora errada e acabou sobrando para todo mundo”.

Feijó destacou ainda a importância de informações repassadas pelo Disque Denúncia pelo número 0800 643-1121.