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Polícia Federal faz operação na casa do vereador eleito Boca Aberta

(foto: Lais Cardoso/Rede Massa) - Polícia Federal faz operação na casa do vereador eleito Boca Aberta
(foto: Lais Cardoso/Rede Massa)

A Polícia Federal deflagrou, no início da manhã desta quinta-feira (24), uma operação na casa do vereador eleito Emerson Petriv, mais conhecido como “Boca Aberta”, no jardim Imagawa, zona norte de Londrina.

A motivação está relacionada ao incentivo à invasão do conjunto habitacional Flores do Campo, na zona norte da cidade. O local faz parte do programa federal Minha Casa, Minha Vida, por isso a intervenção da Polícia Federal.

Boca Aberta foi o vereador mais votado das últimas eleições no Paraná, com 11.484 votos em Londrina.

Investigação 

O vereador eleito também pode responder a uma acusação de ter falsificado um documento entregue à Justiça. Boca Aberta foi intimado para uma audiência no dia 21 de novembro (segunda-feira) no Tribunal de Justiça em Curitiba. No entanto, enviou um documento dizendo que não poderia comparecer já que estava designado para outra audiência na justiça eleitoral em Londrina. 

Segundo os documentos do Tribunal de Justiça e do Tribunal Regional Eleitoral de Londrina, a audiência que ele citou em que prestaria esclarecimentos no dia 21 de novembro (segunda-feira), aconteceu na verdade no dia 10 do mesmo mês.

Com isto, surgiu a dúvida se ele teria falsificado a resposta à intimação entregue ao Tribunal de Justiça. O vereador disse em entrevista à rádio Paiquerê ter recebido duas intimações do TRE sobre o mesmo caso, o que, segundo ele, teria causado a confusão.

No processo, ele era defendido pela advogada Anna Carolina Milléo Bittencourt, filha do ex-diretor da extinta Ama Comurb, Julio Bittencourt, réu em dezenas de processos do escândalo Ama/Comurb, que desviou dinheiro da prefeitura de Londrina sob o comando do então prefeito Antonio Belinati.

O Tribunal de Justiça julga em segunda instância um processo em que Emerson Petriv foi condenado pela justiça local a 20 dias de prisão pelo crime de perturbação de tranquilidade e vias de fato.

Boca Aberta teria ido até o Terminal Central e, usando sua bicicleta com caixa de som, passou a proferir acusações contra um funcionário da empresa Grande Londrina que estaria vendendo produtos contrabandeados do Paraguai.