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Polícia Federal pediu prisão de Boca Aberta por incentivar invasão

(foto: Lais Cardoso/Rede Massa) - Polícia Federal pediu prisão de Boca Aberta por incentivar invasão
(foto: Lais Cardoso/Rede Massa)

A Polícia Federal pediu a prisão do vereador eleito em Londrina Emerson Petriv, o “Boca Aberta”, por três crimes em decorrência da invasão do residencial Flores do Campo, obra inacabada do programa “Minha Casa, Minha Vida”, na zona norte de Londrina.

Ele é apontado pela PF como articulador da invasão e deve responder pelos crimes de esbulho possessório, formação de quadrilha e incitação ao crime.

A Justiça Federal, no entanto, entendeu que ainda não há necessidade de prisão. Existe um mandado de reintegração de posse já expedido pela justiça, ainda sem data para ser cumprido.

A investigação contra Boca Aberta começou depois de informações repassadas à PF pela Caixa Econômica Federal, responsável pelo financiamento do residencial.

“Ele foi responsável por arrumar advogado para o pessoal da invasão, indicou uma mulher para ser a representante dos invasores. Temos filmagens da participação dele neste processo”, aponta o delegado Sandro Viana. No mandado de busca e apreensão cumprido na manhã desta quinta na casa do vereador eleito, foi apreendido um celular, o HD de um computador e pen drives. “O foco de WhatsApp. A invasão foi toda coordenada por um grupo de WhatsApp. A perícia vai verificar estas conversas e somente depois desta análise vamos verificar os indícios, encaminhando à justiça” , completou Viana.

 A Polícia Federal identificou outras seis pessoas com fortes indícios de participação na ação, entre eles o candidato a vereador Tito Valle. 

Casas e apartamentos inacabados do residencial Flores do Campo, na zona norte de Londrina, foram invadidos por cerca de mil famílias na noite  de 30 de setembro, uma sexta-feira antevéspera das eleições.

Os 1.218 imóveis, que fazem do programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal, receberam investimento de R$ 78 milhões, mas as obras pararam em julho de 2015 já que os funcionários não estariam recebendo salários da construtora Fórmula. A previsão de entrega da obra era para janeiro do ano passado.

Confira a íntegra da coletiva: