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Presos em operação contra roubos no Centro faziam 10 vítimas por dia

A Polícia Civil acredita que a quadrilha que foi alvo de uma operação policial nesta quinta-feira (12) fazia cerca de 10 vítimas por dia e atuava há mais de um ano em duas praças do Centro de Curitiba. Doze pessoas foram presas na Operação Tiradentes e uma suspeita de 41 anos está foragida.

Os suspeitos se aproveitavam do descuido das vítimas – a maioria idosas - que eram abordadas principalmente em saída de banco. Cerca de cinco pessoas cercavam e derrubavam o alvo.

“Após a escolha da vítima, eles utilizavam força física, o conhecido ‘cavalo louco’, para que os demais integrantes da quadrilha pudessem simular que estavam ajudando a pessoa lesada, porém sem saber ela estava sendo furtada”, explicou o delegado Cassiano Alfiero, do 1º Distrito Policial. “Naquele momento sem a vítima sentir perdia todos os seus pertences pessoais, como carteiras, celulares e dinheiro”, completou.

Eles também tentavam se aproximar da vítima se passando por conhecidos e forçando contato físico ou ainda roubavam os pertences sem que fossem percebidos.

Os 18 mandados judiciais foram cumpridos nos bairros Boqueirão, Xaxim, Bairro Alto, Cidade Industrial e Centro, em Curitiba, e também em Pinhais e Almirante Tamandaré. Na casa dos suspeitos foram encontrados diversos celulares e uma arma de fogo falsa. A polícia vai realizar perícias nos aparelhos para localizar os receptadores dos objetos.

A identificação de todos os integrantes da quadrilha foi possível a partir de três prisões realizadas no dia 9 de junho. “Já vínhamos investigando a atuação desses suspeitos nas praças, porém com a prisão de Cleverson Correia Machado, 35 anos; Gabriel Henrique Rodrigues de Lima, 23 anos; e Wagner Alves Leme, 48 anos; conseguimos identificar os demais”, disse Alfiero.

Orientação 

O delegado afirma que, para evitar se tornar vítima deste crime, a população deve ter cuidado e atenção ao andar na rua com dinheiro. “Guardem bem os valores, se tiver bolsos com zíper é muito indicado, ou bolso mais apertado. No centro é sempre um fluxo muito grande de pessoas e num bolso mais frouxo, com a destreza que esses elementos possuem, elas acabam retirando e você não percebe”, disse o delegado. “Sempre agarrem a bolsa muito próxima ao corpo”.

De acordo com Alfiero, o fato de estar atento já afasta o risco de ser vítima de golpe.

Os presos foram autuados por furto, roubo e associação criminosa, e a maioria dos suspeitos já tem passagem policial por crimes contra o patrimônio (furto e roubo). Além disso, o trio preso em junho também permanece preso.

A operação foi nomeada como Tiradentes pelo fato de a quadrilha atuar na praça com o mesmo nome e também na praça Carlos Gomes. Cerca de 50 policiais participaram da ação, incluindo integrantes da Guarda Municipal e da Polícia Militar.

Colaboração Polícia Civil